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Domingo, 18 de Junho de 2006

Especialistas em educação

Já eram conhecidos os dotes dos portugueses para o futebol. Qualquer um se julga mais capaz do que qualquer treinador profissional, em especial quando a equipa favorita não ganha. Agora descobre-se que todos os portugueses são especialistas em educação. Têm surgido imensos, num leque que abrange todas as correntes ideológicas e partidárias.

A última revelação nesta área surge hoje no jornal Público, onde o mais conhecido candidato a candidato a líder partidário, ministro, primeiro-ministro e até presidente da república, aparece com os seus comentários sobre educação. Trata-se da “grande promessa”, (para utilizar a linguagem futebolística), António Borges.

Nada diz de novo, reiterando os pontos de vista do ultra-liberalismo que pretende eliminar o sistema de ensino público, aparentando que o está a defender.

música: escola
publicado por Paulo às 15:53
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

Estatuto da carreira docente (4)

Ouve-se com frequência que as criticas à proposta do Estatuto da Carreira Docente do Ministério da Educação estão demasido centradas na questão da avaliação pelos Encarregados de Educação. Afirmam os que pensam de tal modo que se trata apenas de um pormenor na globalidade do estatuto.

Sem dúvida que é apenas um dos aspectos a considerar, a proposta tem outras propostas que são más, mas este não deixa de ser um dos mais importantes. É aquele que não pode passar.

É a dignidade profissional dos professores que está em causa, ao serem avaliados por quem não tem isenção, independência nem competência para o fazer. È mais um contributo para a diminuição da autoridade do professor.

É a submissão da actividade docente à pressão para que os resultados subam a qualquer preço. 

Se for aprovada é uma machadada na independência dos professores.

publicado por Paulo às 15:13
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

Cavaco reloaded

Década de 90, (sec. XX):

" Deixem-nos trabalhar"

 

13/6/2006, (sec XXI):

" Deixem a Ministra da Educação actuar"

 

publicado por Paulo às 19:21
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

Onde estava a Ministra da Educação...?

Há alguns anos atrás num programa de televisão foi popularizada uma pergunta que era feita aos entrevistados: onde estava no 25 de Abril?

Neste momento apetece-me perguntar à Ministra da Educação: onde estava quando uma professora foi agredida numa escola básica no Lumiar, em Lisboa?

Depois de tanto denegrir a imagem dos professores, culpando-os de todos os problemas da educação, de tanto contribuir para o degradar a imagem da classe docente, seria de esperar que, perante o acto de violência praticado pelos familiares de um aluno contra uma professora, a Ministra da Educação viesse aos órgãos de comunicação social, (no mínimo), ou comparecesse na escola em causa, (a melhor atitude), defendendo a professora e mostrando ao país que está ao lado da classe docente.

Que sucedeu? O silêncio e a ausência.

A Ministra da Educação perdeu uma boa oportunidade de mostrar inequivocamente aos professores de que lado está nesta questão da violência escolar.

Perante este silêncio espero não ver surgirem brevemente vozes oficiais, (ou oficiosas), a fazerem coro com alguns idiotas que já vagueiam pelas ondas hertezianas, e por outras meios de comunicação, culpando os professores da violência escolar.

Já têm tantas culpas, que mais uma menos uma….

 

publicado por Paulo às 18:18
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Domingo, 11 de Junho de 2006

Os exames e as férias

Aproximam-se os exames. Trata-se sempre de uma época de alguma tensão para os estudantes.

Pela primeira vez, este ano, dei-me conta da atitude de alguns estudantes. Não se trata da maioria, mas apesar de tudo, já representam uma parte com algum significado.

Esses estudantes mostram-se indignados com as datas em que ocorre a 2ª fase. Argumentam que já se encontram de férias. Alguns já “abalaram” para outros locais, não estão disponíveis para estudar e muito menos para se deslocarem à sua residência a fim de estarem presentes à data em que se realiza a prova.

Aguardam com ansiedade que alguém lhe veja as classificações da 1ª fase, deixam uma folha de inscrição assinada para o caso de reprovarem e terem que comparecer na 2ª fase, e depois no dia certo, lá farão o sacrifício de aparecerem.

Colocarem a possibilidade de adiarem um dos exames da 1ª para a 2ª fase, no caso em que os exames ocorrem em datas muito próximas, está fora de questão, mesmo que, como acontece no 11º ano, as matérias sujeitas a exame sejam as de dois anos lectivos.

Acontece ainda que alguns desses alunos nem sequer faziam ideia, e alguns ainda não fazem, de quais são as datas dos exames na 2ª fase.

Tudo isto mostra a atitude perante a escola, e os esforço a que ela obriga, por parte dos alunos e das suas famílias. Não culpo só os alunos, alguns deles sem a maturidade suficiente para analisarem a sua atitude, mas culpo os seus Encarregados de Educação. Revelam um total desinteresse pela qualidade do trabalho dos seus educandos. Mais importante que estudar para os exames ou fazer o “sacrifício” de passar o mês de Julho a estudar, torna-se relevante propiciar umas “boas férias”. Para eles os exames já se desenrolam em período de férias. Não conseguem alcançar que as férias começam quando terminam os exames. Isto revela não a falta de responsabilidade desses Encarregados de Educação, mas sim a sua irresponsabilidade, e traduz uma “certa cultura” patente em muitos sectores da nossa sociedade.

 

publicado por Paulo às 11:54
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006

A "proposta" de Jorge Coelho

Na última quarta-feira, no programa Quadratura do Circulo, Jorge Coelho, a propósito da avaliação dos professores feita pelos pais, introduziu alterações na proposta do Ministério da Educação. Conseguiu ler o que não existe, sem se aperceber que ainda piorava mais uma proposta que já é má.

Perante as críticas dos outros intervenientes a essa avaliação, acabou por dizer que não era bem assim… que não seriam os pais individualmente….que seriam as estruturas dos Encarregados de Educação.

Se a proposta do ME é criticável pelo facto de os pais não conhecerem os professores para os poderem avaliar, nem serem isentos para procederem à avaliação, colocar as estruturas dos Encarregados de Educação a opinarem sobre os professores e a avaliá-los tornam a proposta do Jorge Coelho absurda e ridícula.

Com que competência? Com que objectividade? Com que conhecimento das dezenas de professores, centenas em muitos casos, poderiam fazer essa avaliação anual?

O que me deixa preocupado é que, por vezes, Jorge Coelho já “adivinhou” intenções governativas.

publicado por Paulo às 19:15
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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006

(Ainda) as palavras da ministra da educação

A senhora Ministra da Educação, que tão prolixamente vai debitando opiniões sobre o insucesso escolar e os professores, não sabe do que fala, nem tem noção das consequências que as suas palavras e atitudes têm sobre a qualidade do sistema.

Ao culpar os professores do insucesso, apenas vem aumentar a pressão que é feita sobre os docentes no âmbito da avaliação dos alunos.

Essa pressão já começou há muito tempo. Desde há vários anos, sempre que um professor tem uma turma com mais insucesso, cai-lhe todo o sistema em cima, obrigando-o a escrever justificações sobre justificações. Se o professor “insiste” em continuar a ter turmas com insucesso, são os pais, os órgãos de gestão, os colegas ou até mesmo a inspecção, se para tal for solicitada, a “pedirem” que o professor “crie” justificações. Conscientemente ou inconscientemente, o professor, perante alunos que não levam os materiais para as aulas, que não passam o que ele diz ou escreve, que não fazem o que ele manda, só tem um modo de agir ao ser pressionado: vai baixando o patamar de exigência. É isto que tem vindo a ocorrer com todos os professores. Cada vez a exigência é menor, pois não existe nenhuma alternativa, perante a forma como o sistema educativo funciona, para melhorar o sucesso destes alunos.

Aumentando desta forma brutal a pressão sobre os professores, culpando-os do insucesso dos alunos, a senhora ministra da educação vai conseguir diminuir o insucesso escolar, mas vai baixar ainda mais o grau de exigência. Só não vê quem não quer. Com isto mata o sistema público de educação. O nível ficará tão baixo que, em muito maior número do que ocorre já neste momento, os pais irão procurar o sistema privado, nas localidades onde ele existe, ficando as escolas públicas para quem não tem poder económico ou reside em zonas onde não existem escolas privadas.

Claro que há uma alternativa ao que eu escrevi no início do texto, quando afirmei que a senhora ministra não tinha noção daquilo que as suas palavras provocavam.

A alternativa é que ela está consciente destas consequências, e que pretende realmente acabar com o sistema público de educação.

Apesar de tudo, eu ainda acredito na primeira hipótese.

publicado por Paulo às 17:11
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Segunda-feira, 5 de Junho de 2006

Qualidade e quantidade

Nos telejornais da noite ouvi a ministra da educação em breves declarações à porta de uma escola.

Mais uma vez, repetindo palavras já ditas muitas vezes, refere que é necessário melhorar os resultados da educação. Que não se pode continuar com as taxas de insucesso que existem.

É evidente que a grande preocupação da ministra reside nas taxas de sucesso e nos resultados obtidos. Gostaria muito mais de a ver pôr a ênfase na qualidade das aprendizagens. Como toda a gente sabe o sucesso nas taxas de aprovação não é necessariamente sinónimo de aumento da qualidade.

Convinha apostar nas duas vertentes: sucesso e qualidade.

Apontando nitidamente para a melhoria das taxas de aprovação, sem cuidar da qualidade das aprendizagens, pode perder-se para sempre a qualidade do sistema de educação público.

publicado por Paulo às 23:05
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Incongruências

Temos uma Ministra da Educação muito preocupada com as faltas dos professores, embora se devesse preocupar com as faltas de alguns professores. (mas ela gosta de fazer generalizações abusivas)

Temos uma Ministra que marca reuniões de correctores de provas de aferição do 6º ano, nas horas em que os alunos deveriam estar com esses mesmos professores. Tanta preocupação com as faltas, para depois ordenar aos professores de português que faltem às suas aulas, para tratarem de um assunto, que como já referi, deveria ser resolvido depois das aulas terminarem.

Bem prega frei Tomás, olhem para o que ele diz, não olhem para o que ele faz.

publicado por Paulo às 19:04
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Sábado, 3 de Junho de 2006

A "cultura" e a escola

Numa entrevista no jornal “Expresso”, a propósito da avaliação dos professores, Maria Filomena Mónica refere haver licenciados sem qualquer conhecimento de cultura clássica, facto que ela reputa de grave.

Este pensamento traduz uma forma de “cultura” banalizada entre nós. Cultura são as Humanidades, as letras, etc.

Ninguém pensa na tabuada do 7 ou no algoritmo da divisão quando fala em cultura.

Considera-se chocante que um licenciado não saiba quem foi o 1º rei da 4ª dinastia, que não saiba entre quem foi a batalha de S. Mamede, que não saiba quem foi Dante, Vergílio, etc.

Raramente alguém pergunta a um licenciado se sabe explicar porque é que um pára-quedista cai com velocidade constante, quanto são 8 vezes 7, se sabe dividir 345386 por 63,6 ou se sabe calcular a média do seu curso. Normalmente isso não é considerado cultura, ciência não é cultura.

Infelizmente há licenciados que conhecem muito de cultura clássica mas não souberam sequer calcular a sua média final de curso.

Essa iliteracia científica é, no mínimo, tão grave como a falta de cultura clássica.

Talvez uma mudança na edução precise de mudar o conceito de “cultura”, valorizando dessa forma as disciplinas que no sistema educativo piores resultados apresentam. Mas como não são “culturais”….

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publicado por Paulo às 15:58
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