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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

No reino do "vale tudo"

Já referi neste blog o caos em que está transformado o 3º ciclo do ensino básico, conduzido por umas vagas Competências Essenciais nas diferentes disciplinas, que deixam nas mãos das editoras a construção de um programa efectivo. Cada uma faz o que quer e lhe apetece.

Quando começamos a viver esta situação do outro lado, não o do profissional da educação, mas o de encarregado de educação que tenta acompanhar os filhos, ainda mais se nota o absurdo e o caricato das situações. 

Para ajudar ao estudo, comprei alguns livros de exercícios de outros manuais que não os adoptados na escola da minha filha.

Muitas vezes parece que os manuais não são do mesmo país. Há assuntos que são abordados no manual B que não são abordados no A que aborda outros que não o são no B.  E não me refiro à contextualização   dos temas, (a nova moda pedagógica), mas sim aos conteúdos referentes a cada disciplina.

A sequência dos temas é a mais diversa possível, não facilitando o estudo dos alunos e podendo destruir o percurso escolar de quem tenha que ser transferido de escola.

Na disciplina de Ciências Naturais alguns manuais fazem um estudo exaustivo da célula, indicando a forma como é constituída e a função de cada um dos seus componentes, outros manuais limitam-se a dizer que os seres vivos são constituídos por células. È para isto que servem as Competências Essenciais.

Outra questão é a total descoordenação entre as várias disciplinas. Não se entende como é que os “especialistas” culpados pela existência deste monstro não se apercebem das disformidades criadas.

Ao nível do sétimo ano colocam-se os alunos a resolver equações, na disciplina de Ciências Físico-Químicas, em que é necessário determinar uma incógnita colocada no denominador ou no numerador duma fracção, quando na disciplina de matemática essa matéria ainda não está em linha de vista.

Claro que não sabendo resolver a equação os alunos seguem outro caminho: decoram três fórmulas perfeitamente equivalentes.

De acordo com as informações que o Ministério da Educação vai deixando sair para o exterior, sabe-se que estão a ser pensadas mudanças, pelo menos para as disciplinas de matemática e de português. Não chega! Vai ser preciso mudar muito mais, começando por definir aquilo que os alunos devem saber.

publicado por Paulo às 14:36
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

O exame de Física e Química A

Já foram vários os exames realizados este ano lectivo que sofreram contestação por diferentes motivos.

O exame de Física e Química A não foge à regra.

O exame é muito extenso. Quem o elaborou não teve consciência que não se tratava de um prova de contra-relógio, mas sim de uma prova para avaliar os conhecimentos dos alunos. Que existiam questões que exigiam um período de reflexão sobre o que acabava de ser lido, e de procura dos caminhos adequados à resolução correcta. Os casos mais evidentes são as  questões 2.1 e a 4.2.

É frustrante para um aluno, que durante o ano se viu confrontado com situações mais complicadas não resolver algumas questões, por que não teve tempo de as ler, ou por que não teve tempo para as analisar com cuidado. É frustrante e constitui uma falta de respeito por esses alunos.

Quase todos os alunos acharam o exame fácil, e era, com grande parte das questões a terem um grau de facilidade muito elevado, mas depois com duas ou três muito difíceis para as quais não tiveram tempo para pensarem.

Ainda sem ter visto qualquer exame realizado, ou conhecendo os resultados, não me custa perspectivar que o exame não irá contribuir para aumentar o insucesso.

Mas é apenas isso que conta?

Deve fazer-se um aprova para “facilitar o sucesso” independentemente de testar os conhecimentos reais dos alunos?

Durante todo o ano lectivo foram chegando às escolas indicações sobre a necessidade de cumprir o programa, o que incluía a realização de todas as actividades laboratoriais. Muitos professores, apesar de não verem qualquer benefício na realização de algumas, cumpriram as indicações, ficando com menos tempo para explorar questões de outro âmbito.

Para quê? Não havia no exame nenhuma questão que fizesse apelo a algo que tivesse sido feito em actividades laboratoriais ou a capacidades desenvolvidas a partir desses trabalhos. Para que não haja dúvidas não considero que para responder à questão 1.3 o aluno tivesse necessitado de efectuar uma cristalização, ou para a questão 4.2 tivesse feito o trabalho de projecção de uma piscina.

Quem vai convencer alguns professores, que já resistiam à realização das actividades laboratoriais, a realizarem-nas no próximo ano quando se virem com falta de tempo para cumprir os conteúdos programáticos?

Foi feito um apelo ao uso da máquina gráfica, sendo esta indicada como material necessário para exame.

Para quê?

Não era necessária para resolver nenhum exercício.

Apenas teve uma utilidade. Permitiu aos alunos levarem uma “cábula oficial”, o que terá dado jeito em várias questões, que apelavam a respostas directas que haviam sido dadas nas aulas, a definições e a programas que as máquinas possuem.

Quando se pede para comparar as energias de ionização de dois elementos está a cometer-se um atentado à inteligência dos alunos. As máquinas têm um programa que responde a essa questão. O mesmo se passa com os raios atómicos e iónicos. Aliás, o programa da disciplina não pede nos seus objectivos para comparar as propriedades, mas para EXPLICAR as diferenças. Quando se pede para os alunos identificarem o grupo dos halogéneos e dos metais alcalino-terrosos, para distinguirem ondas electromagnéticas de ondas sonoras ou para explicarem o processo industrial de Haber-Bosch está-se a pedir para verificarem o que levaram escrito na máquina de calcular.

Parece que se está a brincar com o esforço realizado ao longo de dois anos.

Não se compreende que no teste apenas surjam cerca de metade, (ou talvez menos), dos conteúdos leccionados em dois anos. É com uma prova assim que são testados os conhecimentos dos alunos nesta disciplina? A minha resposta é não!

É lamentável que não tivesse sido feito um esforço na elaboração das questões, que permitissem relacionar conteúdos, de modo a abarcar mais assuntos. Onde está o equilíbrio ácido base, ( a questão 1.5 é um mero acerto de equação),  o equilíbrio de solubilidade, ( decerto que não é a questão 1.4), a oxidação-redução? Onde pára a arquitectura do universo, os espectros de absorção e emissão, o átomo de hidrogénio.

Onde está a relevância dada no programa oficial aos contextos e o elevado número de Objectivos de Aprendizagem que a eles estão referidos? Tudo isso está ausente do exame.

Onde está toda a unidade 1  da Física do 10º ano?

Eu sei que quem fez o exame esteve, tal como eu, todo o ano a leccionar numa escola, tendo que dividir o seu tempo de trabalho. Sei que a equipa tentou fazer o melhor, mas o que saiu como resultado do trabalho foi mau.

Sem dúvida que a metodologia que utilizaram, ou que foram obrigados a utilizar, na realização do seu trabalho não deu resultado.

Espero que este ano tenha sido apenas um ensaio.

Não tinha razão quem criticou aqueles que pediam uma prova-modelo. Se esta tivesse saído, talvez as críticas que surgissem tivessem evitado a falta de qualidade que surgiu no trabalho final, obrigando à reformulação do exame.

publicado por Paulo às 15:58
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Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Incumprimento dos programas

Um dos grandes problemas do incumprimento dos programas ocorre quando os alunos precisam ser transferidos de escola.

Se o aluno se mantiver durante a totalidade do ciclo no mesmo estabelecimento e até com o mesmo professor, os atrasos poderão ser recuperados. Quando tem que mudar de estabelecimento, e hoje em dia com a mobilidade que os trabalhadores são obrigados a ter, e que muitos pretendem aumentar, o aluno transferido pode ser muito prejudicado. Alguns conteúdos programáticos jamais lhe serão leccionados.

Nas disciplinas que funcionam por saber cumulativo as consequências no percurso escolar do estudante são fatais. Não mais conseguirá recuperar, sendo mais um candidato a engrossar os números do insucesso.

publicado por Paulo às 20:23
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