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Domingo, 23 de Março de 2008

Março de 2007. Lembram-se....?

Como enfrentar a indisciplina?

Como enfrentar um grupo de alunos perturbador e malcriado que não aceita ordens?

Esta poderá ser uma forma?

Quem acusa a professora da  escola Carolina Michaelis de ter descido ao nível dos alunos, ou acusa os professores manifestantes  de holligans, deve ver primeiro estas imagens.

publicado por Paulo às 13:57
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

O Estado a que chegámos

Este é o resultado do processo de desconsideração dos professores por parte do poder político e de desresponsabilização dos alunos e dos seus encarregados de educação. É o caminho onde tem conduzido a burocratização dos actos disciplinares na escola.

Não é um caso isolado. Na turma estava quem aplaudisse e apoiasse a colega. Basta ouvir os comentários de quem filmava ou de quem assistia, e a atitude solícita de uma outra aluna que tentava afastar aqueles que queriam acalmar a "adolescente rebelde".

Não sei se alguma vez iremos saber o resultado do inquérito que foi aberto, mas será muito importante que os resultados, quanto todo o processo estiver terminado, sejam conhecidos.

Não me espantaria se a a professora partilhasse pena com a aluna, no caso desta sofrer qualquer penalização.

Outra vertente do caso prende-se com o silêncio da professora. É o facto mais revelador da impotência que toda a classe docente sente perante a indisciplina. Os professores sentem que não adianta apresentar participação destes casos. O resultado é nulo e surge sempre uma crítica mais ou menos velada à "incompetência" do professor.

Este caso não é único. Sei de casos em que houve agressão física e verbal e o docente não participou. Porque sabia que iria cair numa teia burocrática, porque não sentia o apoio da direcção, porque sabia que o processo daria em nada, porque tinha medo que o aluno ainda fizesse pior, ( e fá-lo-ia sem qualquer dúvida), porque sabia que não teria o apoio da cadeia hierárquica.

A situação já era má, mas o novo estatuto do aluno só a veio piorar.

publicado por Paulo às 18:32
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Estatuto do aluno

A proposta de revisão do estatuto do aluno dos ensinos Básico e Secundário aprovada em Conselho de Ministros, de acordo com as notícias divulgadas, traz três “novidades”.

a) desburocratização do processo conducente à  aplicação de medidas disciplinares

b) aumento da frequência da comunicação aos encarregados de educação de faltas injustificadas

c) obrigatoriedade de exame para os alunos que ultrapassem o limite de faltas injustificadas.

As informações são vagas, parecendo-me que os efeitos poderão não ser tão eficazes como a publicidade quer fazer crer.

Para se perceber melhor o alcance do novo texto será necessário ter acesso ao seu conteúdo completo, que ainda não está disponível, mas duvido que esta lei, só por si, modifique significativamente a situação actual.

Não adianta comunicar muitas vezes as infracções aos encarregados de educação, quando eles, por mais que sejam chamados, não vão à escola, ou quando não têm capacidade de actuar sobre os seus educandos. E nos casos mais graves de indisciplina, é isso que ocorre.

De notar ainda a medida contraditória, que insiste na ida dos encarregados de educação à escola, mas que inibe os professores que são encarregados de educação de o fazerem, penalizando-os pelas faltas dadas por esse motivo.

De todas as medidas anunciadas, parece-me que a desburocratização da aplicação de medidas disciplinares será a que poderá ter efeitos maiores a curto prazo, mas que se diluirão, caso não haja uma outra atitude, quando os professores começarem a ser pressionados para não as aplicarem.

Essa situação já ocorre actualmente. Perante o caso de um aluno, sempre indisciplinado, que o professor decida sistematicamente mandar sair da aula, ao fim de duas ou três aplicações dessa medida a “ instituição” vai pedir responsabilidade ao professor sobre o seu modo de agir. A indisciplina do aluno e os efeitos que tem na aprendizagem dos outros alunos deixa de ser importante. É o professor que não sabe resolver a situação. Infelizmente estes casos são frequentes.

Qualquer instrumento que venha melhorar a situação que se vive nas escolas é bom, mas esta legislação é apenas isso, mais um instrumento que isolado, poderá não resolver muito.

Tão importante como castigar a indisciplina, seria fazer perceber aos alunos e encarregados de educação que a escola é um local de trabalho e de estudo, e que a aquisição das habilitações escolares é fundamental para o futuro.

Pode haver muitos instrumentos para penalizar quem se porta mal e facilidade na sua aplicação, mas depois o sistema obriga a que esses alunos continuem na escola, e se não passarem arranjam-se mil modelos curriculares para que eles transitem, mesmo que não tenham aprendido nada, para desse modo ficarem com as habilitações consideradas mínimas.

Ou seja, mesmo o aluno que se porte muito mal, irá sempre continuar a frequentar a escola, e se não passar, baixar-se-á cada vez mais o nível de exigência para permitir que ele passe, até quase se chegar ao limite de ser promovido por antiguidade.

Esta legislação que é proposta é um dos instrumentos necessários, mas só por si não resolverá a situação da indisciplina e violência na escola e conduz-me para outro, (será que é mesmo outro?), tipo de questões.

Há incompatibilidade entre massificação e qualidade/exigência? Há incompatibilidade entre disciplina e massificação do ensino? Há incompatibilidade entre escolaridade obrigatória e exigência? Há incompatibilidade entre a necessidade de elevar os níveis de certificação  das  habilitações e a exigência para obter esses níveis?

Há alguma relação entre indisciplina e currículo?

Muitas outras questões poderiam ser colocadas, para as quais eu não conheço a resposta absoluta, (se é que isso existe).

Embora nestas discussões se tenha a situação de cada cabeça sua sentença, estes assuntos têm que ser discutidos. Não apenas com base em modelos teóricos, mas na análise dos efeitos que algumas medidas concretas têm provocado. Não apenas com as opiniões de quem gere, de quem elabora os modelos e os propõe, mas com base nas opiniões das pessoas que os estão a aplicar dentro das salas de aula, frente aos alunos.

publicado por Paulo às 09:37
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