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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Pressão para passar

Esta notícia é do Correio da Manhã.

Mas afinal onde é que está a notícia?

Já não está previsto que os professores sejam penalizados pelos maus resultados dos alunos? Mesmo quando eles não escrevem o que se lhes manda, não têm livros nem cadernos, recusam-se a ouvir e nem conhecem o verbo estudar?

Será que vai ser mesmo preciso os Conselhos Executivos pressionarem os professores?

Já todos os elementos do sistema pressionam. Mais pressão menos pressão já nem se nota a diferença
publicado por Paulo às 15:01
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Domingo, 30 de Setembro de 2007

Alterações nos critérios de avaliação

Está para publicação em Diário da Republica uma alteração à portaria 550-D. Dessa alteração constam as alterações dos currículos, que já eram conhecidas, e, como novidade, surge a imposição, por via legislativa, da obrigatoriedade de considerar a componente experimental na avaliação de final de período.

Concordo plenamente com a obrigatoriedade dessa avaliação. Aliás, sempre a fiz, desde que no 12º ano passou a haver trabalhos práticos obrigatórios, que eram sujeitos a avaliação no exame final, mantendo essa atitude nos actuais 10º e 11º anos.

Já pode ser criticável a percentagem atribuída, mínimo de 30%, mas sem dúvida que haveria o risco bem real, de, se não fosse fixado um valor, algumas escolas optarem por valores muito baixos, quase sem significado na avaliação.

Um aspecto a criticar é o momento em que estas alterações surgem. Tudo isto deveria ter sido anunciado antes do ano lectivo se iniciar e os departamentos disciplinares definirem os seus critérios de avaliação. Não é “bonito” informar os alunos que os critérios que já lhes haviam sido comunicados vão ser alterados. As regras do jogo devem ser conhecidas por todos desde o início, mas isso não parece ser assunto que perturbe muito a equipa do Ministério da Educação.

Aliás, em termos de alteração dos critérios, ainda poderão existir surpresas durante o ano lectivo. Estão prometidos testes intermédios a Física e Química A, só que ninguém sabe quando, em qual dos anos de escolaridade, quais serão os conteúdos avaliados e se existe obrigatoriedade de os considerar na avaliação de cada período.

Mais uma vez os professores e os alunos correm o risco de verem as regras de avaliação com que estão a trabalhar serem alteradas num qualquer momento. Não fica bem!

publicado por Paulo às 19:19
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Máquinas de calcular e exames.

Foi realizado ontem o 4º exame de Física e Química A no conjunto dos dois anos em que este exame tem existência.

No material que o aluno pode e deve levar consta a máquina de calcular gráfica.

Após estes 4 exames verifico que a única vantagem desta máquina em relação às máquinas científicas normais  é esta poder servir para cábula. Um aluno " bem aconselhado" conseguirá introduzir na máquina elementos "muito interessantes" do ponto de vista da resolução da prova.

Não esquecer que, por determinação superior, o aluno "pode usar todas as potencialidades da máquina".

publicado por Paulo às 11:22
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Sábado, 7 de Julho de 2007

Resultados dos exames

Os comentários lidos, vistos e ouvidos na comunicação social nos últimos dias, relacionados com os exames de Física e Química A, Física e Química merecem-me algumas notas.

a) Continua a ser notória confusão de muitos comentadores que misturam estes três exames, não sabendo ao que se estão a referir.

b) Gostaria de conhecer o tão glorificado plano para a matemática responsável por esta subida da média na disciplina

É conhecido um plano para o ensino básico, mas que obviamente não tem relação com estes resultados

No secundário além dos testes nacionais intermédios, não conheço nenhum plano estruturado.

c) O aumento da carga horária de Física e Química A, segundo palavras dos responsáveis ministeriais, vai permitir melhorar a componente experimental e aguarda-se que isso tenha consequências no aproveitamento. A verdade é que no exame não existe qualquer questão que aborde a componente experimental, logo, mantendo-se esta estrutura de exames, não é uma melhor efectivação desta componente nas aulas que conduzirá a melhores resultados.

d) Há por parte dos comentadores generalistas, e de alguns especialistas, como a Sociedade Portuguesa de Física, espanto pelos maus resultados nos exames de Física. Não vejo onde está o espanto. Este exame foi feito apenas por alunos repetentes, alguns deles que já andam há alguns anos para acabar o ensino secundário. Os alunos que se matricularam pela primeira vez no 12 º ano não fizeram exame. Nos próximos anos apenas os alunos que já reprovaram no exame este ano, voltarão a realizar a prova, não sendo de estranhar que os resultados continuem maus ou piorem.

e) Em Química, embora o exame também fosse apenas para alunos repetentes, tal como na Física, dado esta disciplina, para os alunos que completaram o 12º ano até ao ano lectivo anterior, servir para acesso a medicina, houve muitos candidatos à melhoria de classificação, alguns já a frequentarem o 1º ano da universidade, pelo que a média foi mais alta.

publicado por Paulo às 19:50
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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

A importância do papel de embrulho

Nos exames de Física e Química A  e de Química do ano passado houve questões que levantaram dúvidas quanto à sua correcção do ponto de vista científico, havendo pareceres contraditórios sobre o assunto.

No exame deste ano de Física e Química A, 1ª fase, além de uma questão que não permitia a resposta, existiam outras questões com redacção questionável, que poderiam induzir o aluno a não escrever a resposta pretendida, ou até mesmo, segundo algumas opiniões, uma outra questão com formulação incorrecta.

São polémicas a mais para tão poucos exames.

Em todas estas questões que suscitaram dúvidas, houve a preocupação por parte dos elaboradores das provas, de situar as perguntas num contexto de uma “ situação real”.

Pergunto-me se não será este furor de contextualização que estará a ajudar à ocorrência destas questões com enunciado controverso, ou até mesmo com erros.

Com a preocupação de tão bem fazer o embrulho, acaba por ser negligenciado o conteúdo do pacote, esquecendo pormenores científicos importantes.

publicado por Paulo às 12:40
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

A pior solução

Aproximam-se as reuniões de avaliação, (em algumas escolas talvez já se tenham realizado), do 10º ano de escolaridade.

Mais uma vez os alunos vão estar perante uma situação que do ponto de vista do legislador seria para facilitar a progressão, mas que na prática dificulta.

Este problema é velho, é conhecido, mas nunca ninguém tentou arranjar uma solução. Talvez por apenas ocorrer numa situação específica e não ser generalizado a todos os cursos.

Trata-se da possibilidade de os alunos transitarem reprovados a duas disciplinas.

Sei que nos cursos que lecciono, a transição destes alunos representa cinco ou seis anos no ensino secundário, pelo menos.

Os alunos que passam reprovados a Matemática e a Física e Química não conseguem, apesar de passarem para o 11º ano, terminar o ensino secundário nos  3 anos. Quase todos chegam ao décimo segundo ano, fazem todas as outras disciplinas, e no ano seguinte têm que se matricular de novo no 10º ano para fazer novo percurso até ao 12º ano. Muitos outros, após várias tentativas em exame, acabam por desistir.

Andei a vasculhar nos meus arquivos de avaliação, tentando lembrar algum aluno que tivesse passado no 10º ano com estas duas reprovações, (classificação inferior a 8 valores), tivesse terminado o secundário em 3 ou 4 anos, e não consegui encontrar nenhum.

Admito a existência de alunos que  nesta situação tenham conseguido terminar nos 3 anos, mas serão  excepção.

Mais grave ainda, é o facto de estes alunos, se pretenderem frequentar o 10º ano em vez do 11º ano, estarem impedidos de o fazer. São obrigados a ir para o 11º ano.

Provavelmente nas outras áreas, em que os alunos reprovem a duas disciplinas da formação específica, o problema não se colocará com a mesma severidade, mas para os alunos reprovados às duas disciplinas referidas a passagem é muitas vezes o caminho para o abandono ou para 5/6 anos de ensino secundário.

Não sei qual é a solução para o problema do ponto de vista legislativo, mas a experiência de vários anos diz-me que estes alunos nunca deveriam transitar para o 11º ano.

É a pior solução.  

publicado por Paulo às 16:47
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Exames a nível de escola

Numa das últimas reuniões da minha área disciplinar procedeu-se à nomeação dos júris para os exames. Perante o desfilar de júris, peguei na folha onde ia sendo feita a lista e contei 15 (quinze).

Foram constituídos 15 (QUINZE) júris para a realização e correcção de provas a nível de escola.

Há exames de equivalência à frequência, provas de equivalência à frequência, exames equivalentes a exames nacionais, e não sei se mais alguma designação para indicar algo que se chama simplesmente EXAME.

Há exames que não necessitam de matriz, (os equivalentes a nacionais), mas os outros já necessitam.

Para cada exame são elaboradas duas provas, excepto no caso em que não há qualquer aluno inscrito na 1ª fase, em que apenas é elaborada uma.

Há exames em que se sabe não ir aparecer qualquer aluno (Técnicas Laboratoriais), mas em que tem que se fazer matriz e uma prova por cada disciplina (total de 6 matrizes e 6 provas).

Não sei o que se passa noutros países, com outros modelos de avaliação, mas este que usamos parece-me óbvio que não tem qualquer racionalidade.

Outros aspecto curioso reside na forma como são aprovadas as matrizes.

Por que terão as matrizes que ser aprovadas em Conselho Pedagógico?

As largas dezenas de matrizes são aprovadas sem análise. Trata-se de um monte de papel que é apresentado aos membros do Conselho, depois de normalmente já alguém no Conselho Executivo verificar pormenores formais, e é feita a aprovação. Se as matrizes não “subissem” ao Conselho pedagógico, seriam exactamente as mesmas.

A aprovação no Conselho Pedagógico traz alguma garantia de qualidade ou de regularidade? Não me parece.

A aprovação das matrizes deveria passar apenas pelo departamento, ou pela responsabilização directa dos seus autores.

A manter-se a aprovação em Conselho Pedagógico, as matrizes deveriam ser entregues várias semanas antes da aprovação para que uma secção deste órgão as analisasse, sugerisse alterações e esclarecimentos aos autores se tal fosse necessário, e apresentasse um relatório ao plenário. Só assim faria sentido a passagem das matrizes no Conselho Pedagógico. Na forma como decorre actualmente é um “faz de conta”.

publicado por Paulo às 09:09
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Provas globais

O fim das provas globais no 9º ano, embora justificado de forma errática e mais uma vez apontando “espetando farpas” aos docentes, foi positivo, tal como já fora no ensino secundário. Tratava-se de um desperdício de recursos e meios que não tinha qualquer efeito benéfico para alunos e professores.

Se no seu início as provas globais tiveram algum efeito regulador no cumprimento dos programas, até esse efeito se foi perdendo com o tempo, com a avaliação em função das turmas que ficassem com menos programa leccionado.

A acrescentar a tudo isto havia umas matrizes, nas quais só faltavam as respostas às questões, situação facílima de resolver com algum “apoio especializado”. Qualquer “explicador” ou professor olhava para as matrizes, conseguia adivinhar as perguntas que seriam colocadas e preparar os alunos para responderem a essas questões.

Aliás, deixo aqui uma “dica” para os elaboradores de exames nacionais e provas de aferição. Elaborem matrizes como aquelas que sou intimado a fazer para os exames a nível de escola, e eu asseguro que todos os meus alunos terão no exame uma nota superior à nota de frequência.

publicado por Paulo às 19:03
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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

Estatuto da carreira docente (4)

Ouve-se com frequência que as criticas à proposta do Estatuto da Carreira Docente do Ministério da Educação estão demasido centradas na questão da avaliação pelos Encarregados de Educação. Afirmam os que pensam de tal modo que se trata apenas de um pormenor na globalidade do estatuto.

Sem dúvida que é apenas um dos aspectos a considerar, a proposta tem outras propostas que são más, mas este não deixa de ser um dos mais importantes. É aquele que não pode passar.

É a dignidade profissional dos professores que está em causa, ao serem avaliados por quem não tem isenção, independência nem competência para o fazer. È mais um contributo para a diminuição da autoridade do professor.

É a submissão da actividade docente à pressão para que os resultados subam a qualquer preço. 

Se for aprovada é uma machadada na independência dos professores.

publicado por Paulo às 15:13
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Domingo, 11 de Junho de 2006

Os exames e as férias

Aproximam-se os exames. Trata-se sempre de uma época de alguma tensão para os estudantes.

Pela primeira vez, este ano, dei-me conta da atitude de alguns estudantes. Não se trata da maioria, mas apesar de tudo, já representam uma parte com algum significado.

Esses estudantes mostram-se indignados com as datas em que ocorre a 2ª fase. Argumentam que já se encontram de férias. Alguns já “abalaram” para outros locais, não estão disponíveis para estudar e muito menos para se deslocarem à sua residência a fim de estarem presentes à data em que se realiza a prova.

Aguardam com ansiedade que alguém lhe veja as classificações da 1ª fase, deixam uma folha de inscrição assinada para o caso de reprovarem e terem que comparecer na 2ª fase, e depois no dia certo, lá farão o sacrifício de aparecerem.

Colocarem a possibilidade de adiarem um dos exames da 1ª para a 2ª fase, no caso em que os exames ocorrem em datas muito próximas, está fora de questão, mesmo que, como acontece no 11º ano, as matérias sujeitas a exame sejam as de dois anos lectivos.

Acontece ainda que alguns desses alunos nem sequer faziam ideia, e alguns ainda não fazem, de quais são as datas dos exames na 2ª fase.

Tudo isto mostra a atitude perante a escola, e os esforço a que ela obriga, por parte dos alunos e das suas famílias. Não culpo só os alunos, alguns deles sem a maturidade suficiente para analisarem a sua atitude, mas culpo os seus Encarregados de Educação. Revelam um total desinteresse pela qualidade do trabalho dos seus educandos. Mais importante que estudar para os exames ou fazer o “sacrifício” de passar o mês de Julho a estudar, torna-se relevante propiciar umas “boas férias”. Para eles os exames já se desenrolam em período de férias. Não conseguem alcançar que as férias começam quando terminam os exames. Isto revela não a falta de responsabilidade desses Encarregados de Educação, mas sim a sua irresponsabilidade, e traduz uma “certa cultura” patente em muitos sectores da nossa sociedade.

 

publicado por Paulo às 11:54
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