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Domingo, 27 de Maio de 2007

O boato

 

O boato pode ter inúmeros efeitos. Destruir uma pessoa, colocar uma pessoa num pedestal que não lhe pertence, provocar reacções colectivas, destruir uma empresa ou um produto, etc.
Todos conhecemos inúmeros boatos que percorreram a vida pública portuguesa. O aspecto mais perigoso do boato é que muito dificilmente se desmente, tendo, por vezes, a tentativa de o negar, um efeito contrário ao pretendido. Quase sempre recorrendo ao “não há fumo sem fogo”, esquecendo-se as pessoas que para um provérbio há sempre outro que diz exactamente o contrário, pois “nem tudo o que parece é”. Chama-se a isto sabedoria popular. Sentenciar num sentido e arranjar imediatamente forma de sentenciar de forma inversa se tal for o mais conveniente.
O boato que neste momento corre pelas escolas, e que algumas pessoas juram a pés juntos ser verdade é este: “Os professores que estão no 10 º escalão são obrigados a concorrer a professor titular”.
Quando confronto as pessoas com a falsidade desta informação, afirmam que está na lei.
– Qual lei? – Pergunto eu
Apontam para o Estatuto da Carreira Docente, para a legislação sobre o concurso de acesso, ou para obscuros despachos e circulares, mas ninguém me diz onde está nem ninguém diz que leu.
Finalmente acabam por referir
– Dizem que é obrigatório!
– Mas diz quem? – Pergunto eu.
Há muita gente a dizer, mas essas pessoas que dizem, interrogadas, acabam por se refugiar todas na mesma argumentação: dizem….
Às vezes surge uma novidade.
– É o sindicato que diz.
– Mas qual o sindicato? – Questiono.
Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém leu.
Lendo as várias informações sindicais afixadas na escola e percorrendo as páginas de várias organizações sindicais não encontro essa informação em qualquer lado. Não me recordo também de ouvir na comunicação social qualquer dirigente sindical a fazer tal afirmação.
Concluindo. Estamos perante um boato. Não há qualquer obrigatoriedade de concorrer, e até agradecia que alguém me demonstrasse o contrário.
Quem pôs o boato a circular? Não faço ideia quem o fez, nem com que objectivos.
O que me preocupa é o facto de as pessoas a quem o boato se dirige aceitarem esta informação como válida, sem qualquer sentido crítico, sem procurarem saber da sua veracidade.
Contentam-se com  “ é verdade porque dizem”.
Seria de esperar outra atitude.
 
Os professores que estão no 10º escalão têm todo o direito de concorrer e até acho que muitos deles estarão entre os mais aptos elementos para coordenar e avaliar os outros professores. Penso, no entanto, que a candidatura deve ser uma atitude assumida e não atribuindo-a a uma imposição que não existe.  
 
publicado por Paulo às 11:50
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2 comentários:
De José Fernandes a 28 de Maio de 2007 às 00:46
A questão não é apenas essa. Realmente, não está "escrito" em lado nenhum que é obrigatório!... A questão é, ainda: com as política e prática deste governo, eu confio nele? Se eu não concorrer, não será inventada uma qualquer disposição que me torne "disponível"? Os exemplos parecem abundar...
Brincando, mas com algum pragmatismo: já não tenho vocação para D. Quixote (com a idade, serei mais Sancho Pança)...
De J. M. Gomes Evangelista a 29 de Maio de 2007 às 22:22
Também não me parece que alguém possa ser obrigado a concorrer seja a o que quer que seja! O que me parece , também, é que, embora se diga que nada aconteça aos docentes do 10º escalão que não concorram, custa-me a crer que, algum dia mais tarde, não se venham a estabelecer condicionalismos para os que não sejam professores titulares! Até nem me parece justo que os que agora se deixam ficar "quietos a um canto", livres de responsabilidades acrescidas, tenham eternamente os mesmos direitos que os que agora concorrem e passam a titulares, com todas as responsabilidades inerentes!

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