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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

O professor do futuro

Na sua “homilia” dominical Marcelo Rebelo de Sousa abordou a questão das habilitações para a docência no 1º e 2º ciclos como uma medida que estava sujeita a leves críticas, indicando como a maior de todas, o facto de os alunos, ao verem reduzir o número de professores, perderem no factor de sociabilização  apenas pelo facto de não enfrentarem na sala de aula personalidades e metodologias distintas .

Essa é uma crítica menor, se é que realmente faz sentido, que cala o grande problema da situação proposta.

Vou relatar-me a escrever sobre aquilo que sei, o ensino das ciências, que é um pouco mais do que sabe Marcelo Rebelo de Sousa, especialista em direito.

Estudos feitos com alguma frequência, mostram algumas deficiências nos conhecimentos em ciência nos professores do 1º ciclo, sujeitos à actual formação abrangente. Desconhecimento de conceitos, conceitos errados e linguagem imprecisa.

Quando estes estudos são feitos nos níveis de ensino seguintes, em que os professores têm formação específica, mas a complexidade dos conhecimentos a transmitir também aumenta, estes problemas não desaparecem. Continuam a existir problemas, a maior parte das vezes, associados a imprecisão de linguagem e alguma incorrecção de conceitos.

Se actualmente essa situação já se coloca, quando a formação em ciências dos professores do 2º ciclo se alterar, vai ser muito pior. Não se fazem omeletes sem ovos, e ninguém pode ensinar o que não sabe. O novo modelo vai produzir um conjunto de pessoas sem os conhecimentos básicos para ensinarem correctamente as disciplinas de ciências.

Se as TLEBS foram paradas, esta legislação sobre as habilitações, que trará consequências muito mais nefastas, também o poderá ser, mas isso terá que suceder antes de iniciado o processo. Enquanto que as TLEBS podem ser paradas com uma simples portaria, este processo depois de desencadeado é imparável, ou será mudado muitos anos depois, quando se verificar que o país está a produzir alunos sem conhecimentos essenciais e correctos na área das ciências. Não duvido que a medida melhorará os índices do sucesso, pois quem não sabe para ensinar também não poderá exigir, mas se o objectivo deste governo é ter, dentro de 15 ou 20 anos um país de licenciados ignorantes, então este é o caminho.

As sociedades científicas e de professores têm de mobilizar-se para que esta legislação seja suspensa, e o professor Marcelo Rebelo de Sousa que se remeta afalar de assuntos que domina, não promovendo ideias pessoais ou de um pequeno grupo  como certezas incontestáveis. Aliás, talvez ele seja o protótipo de professor que a nova legislação irá produzir. Falar convictamente sobre um assunto, como se tivesse as maiores certezas, convencendo toda a gente, mesmo que não perceba nada desse mesmo tema.

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publicado por Paulo às 15:22
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