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Sábado, 2 de Setembro de 2006

Parece uma brincadeira

Pretendi encontrar o programa de Ciências Fisico-Químicas para o 7º ano de escolaridade.

Depois de bastante tempo a clicar em ligações do sítio do Ministério da Educação, e de outros sítios onde é possível ler os diferentes programas, apenas encontrei dois documentos relacionados com esta disciplina, que forma uma área curricular disciplinar juntamente com as Ciências Naturais.

Os documentos designam-se por Currículo Nacional-Competências Essenciais e Programa/Orientações curriculares.

Não se consegue ler em qualquer dos documentos, embora se fique com uma ideia da globalidade do programa, aquilo que os alunos deverão aprender em cada ano.

Será que é segredo de estado?

Para saber o que deveria ser dado no 7º ano utilizei outro truque: pesquisei em sítios de editoras e consegui ler o índice de alguns manuais.

Não sendo professor do ensino básico, fiquei com algumas dúvidas.

Os professores têm que consultar os manuais adoptados para saberem que matéria devem leccionar?

São os autores dos manuais que decidem a matéria a leccionar em cada ano?

Pode cada escola, ou professor, leccionar os conteúdos que lhe aprouver em cada ano?

Se um aluno tiver que mudar de escola, e isso é cada vez mais frequente devido à volatilidade dos empregos dos encarregados de educação, sujeita-se a não ter acesso a todos os conteúdos?

Para terminar fica só mais uma pergunta.

Como é possível que isto continue assim?

publicado por Paulo às 23:37
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4 comentários:
De xpto a 5 de Setembro de 2006 às 10:33
Bom dia. Confesso como Encarregado de Educação, familiar de vários professores e critico em relação a muitos comportamentos de docentes na docência. A minha questão é a seguinte: Será que não encontra nada de positivo nas propostas da Ministra? Em termos académicos, no minimo (ou no máximo), não é possível ser tudo mau como não é possível ser tudo bom, incluindo os seus pareceres.

Ou então, fale tb das coisas boas e bem propostas.

Para rematar: sempre achei curioso que sendo os professores profissionais que avaliam, não gostem eles de ser avaliados. Que imagem passam para o resto da sociedade? E não me venha falar nas avaliações que actualmente os professores «sofrem» como ambos sabemos como são efectuadas (é tipo, copy & paste).
De Paulo a 6 de Setembro de 2006 às 01:33
Caro xpto
( como existe limite de caracteres vou publicar dois comentários sucessivos)
Claro que nem tudo o que vem do Ministério da Educação será mau. A minha insistência naquilo que eu considero serem os aspectos negativos, talvez seja uma reacção instintiva à agressão de que eu considero ter sido alvo. Se algumas das medidas tomadas e propostas pela senhora Ministra da Educação são positivas, a forma como ela tem agido, de modo a lançar a opinião pública contra toda a classe docente, revoltou-me.
Claro que os professores devem ser avaliados, aceito e concordo que haja um controlo da qualidade das aulas que o docente dá, preferencialmente através da observação directa por parte de outros docentes, mas a proposta, na forma como surge, levará a uma avaliação burocrática, porque o Coordenador de Departamento terá que assistir a muitas dezenas de aulas por ano, e muitas vezes não terá capacidade científica para avaliar. Um coordenador de Departamento licenciado em Filosofia, por exemplo, terá que avaliar a capacidade científica dos professores de Geografia e de História. Consequentemente esta avaliação será um mero pró-forma. Não é isso que eu quero
Discordo completamente da intervenção dos pais na avaliação dos docentes. Não sabem o que se passa dentro da sala de aula e tenho exemplos suficientes que demonstram que a informação que os alunos transmitem em casa, muitas vezes não corresponde à realidade.
A pressão dos Encarregados de Educação irá condicionar a independência do professor. Quanto a isso não tenho dúvida. Já senti essa pressão e não tenho dúvida que ela será muito maior se a proposta ministerial se concretizar.
Quanto à participação dos resultados dos alunos na classificação dos professores, tenho muitas dúvidas. Não vejo como se poderão eliminar as injustiças decorrentes do facto de cada turma ser diferente dentro da mesma escola. Quando se fala de factores de correcção aplicados a esse parâmetro, em função do meio onde a escola se insere, esquece-se que as turmas dentro de cada estabelecimento têm por vezes mais diferenças do que aquelas que existem entre as diversas escolas.
Também concordo consigo, quando diz que neste momento não há uma avaliação real dos professores. Ninguém verifica o interesse das acções de formação frequentadas, nem a sua qualidade. Os relatórios críticos são cópias uns dos outros, e documentos sem qualquer relevância. Aquilo que é mais importante, a actividade do docente na sala de aula, ninguém avalia. Infelizmente, o projecto do Ministério da Educação não virá sanar este défice, pelas razões que eu já apontei.
A limitação que se pretende impor à progressão na carreira, se o professor ultrapassar 3% das faltas num ano, é injusta. O professor está sujeito, por se encontrar várias horas por dia em recinto fechado com outras pessoas, a contrair doenças contagiosas, como as comuns gripes e constipações. Dois dias de falta podem fazê-lo ultrapassar esse limite.
Hoje já ouvi um Secretário de Estado com uma interpretação diferente deste número, mas não passa de uma interpretação.
Quanto à progressão na carreira o projecto limita muito a capacidade de progredir, deixando a maior parte dos profissionais, sem grande incentivo para melhorar, ao fim de doze anos de carreira. Como a progressão é quase impossível basta “deixar ir correndo”, para ser considerado regular. Não me parece que a qualidade possa ser promovida deste modo.
Posso aceitar a existência de dois níveis, mas sem as limitações quantitativas que pretendem ser impostas. Por outro lado defendo que a passagem de um nível para o outro não seja apenas pela defesa do currículo, pois este dependerá de muitos factores que o professor não pode controlar, como as decisões do órgão de gestão da escola, mas de provas que mostrassem na prática a capacidade científica e pedagógica, (esta bem mais subjectiva), do docente.
De Paulo a 6 de Setembro de 2006 às 01:34
Caro xpto
(aqui vai a continuação)
A substituição dos docentes que faltam poderia ser uma óptima medida se estivesse a ser bem aplicada. Infelizmente os órgãos de gestão das escolas, não têm capacidade para fazer cumprir esta resolução com a qualidade desejada. Esta era uma medida que poderia ter resultados muito positivos. Apesar de tudo o que a senhora ministra possa dizer, dos relatórios que lhe entreguem, e das escolas-modelo que ela por vezes visita, essa não é a realidade. As aulas de substituição apenas serviram para manter os alunos guardados ou dentro da sala. Os casos de sucesso que eu conheço ocorreram quando o professor substituto foi um professor da turma. Este conhecimento dos factos é-me dado pelo lado de Encarregado de Educação, visto que no secundário, onde lecciono, ainda não tive essa experiência. Irei ter este ano.
Não culpo os professores pela rejeição às aulas de substituição. Na verdade essas actividades criaram, devido à atitude dos alunos, situações difíceis. Os alunos, não estavam habituados a ter um professor substituto e muitas vezes não o aceitaram. Foi uma situação geradora de conflitos professor-aluno. A organização destas substituições deveria ser muito mais cuidada, cabendo aos órgão de gestão esse trabalho.
A redução da componente lectiva dos docentes deveria servir essencialmente para alimentar espaços de apoio aos alunos, que poderiam ser na aula do professor que falta, podendo haver mais do que um professor substituinte, e para a orientação das actividades não curriculares.
As horas da componente não lectiva, foram em muitos casos, durante este ano, “tempo perdido”. Horas e horas na escola sem fazer nada. Seria interessante comparar aquilo que vem escrito nos horários dos professores com aquilo que na prática eles fizeram nesse tempo. De quem é a culpa? Neste aspecto não culpo a ministra da educação.
No entanto, se um professor que vai substituir outro que falta, tiver que preparar uma aula a partir do plano que outro deixou, não vejo como distinguir esse acto de uma aula normal que deverá ser paga como qualquer outra sessão lectiva.
Muitos outros aspectos eu critico na actuação da ministra, como a “privatização” sub-reptícia que começou a ocorrer no 1º ciclo, que fez com que escolas que tinham actividades como música, informática, inglês, etc, integradas no currículo, deixassem de as ter, só porque funcionam em regime de desdobramento.
Para terminar, quero referir-lhe, que ao contrário do que se calhar os meus posts deixam transparecer, sou bastante crítico de muitas práticas docentes, que até poderei vir a focar no futuro, mas neste momento estou perante um reflexo de defesa, que, pelas notícias que ontem (dia 5 de Setembro) surgiram, irá manter-se activo.

Paulo V.
De Anónimo a 30 de Junho de 2008 às 22:20
és mesmo buroo

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