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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006

Manipulação de números

No Diário de Notícias de hoje vem um título curioso.

“Mais professores por aluno não trava insucesso.”

Tirando a falta de clareza do título que deveria querer referir “menos alunos por professor”, tornando-o mais perceptível, existe uma manipulação numérica que não esclarece devidamente, comparando números absolutos (no caso dos docentes) com as comparações percentuais (no caso do insucesso).

Os números indicados são os seguintes:

“…o efectivo docente cresceu em 15 milhares, até aos actuais 154 170. Pela primeira vez, há em Portugal mais de um professor por cada dez alunos.

Mas os resultados escolares estão longe de acompanhar este rácio, ao nível dos melhores exemplos europeus. Nos mesmos dez anos, a taxa de retenção e desistência no ensino básico desceu só 1,8%, de 13,8% para 12%. No secundário, os desempenhos passaram mesmo a ser piores, com 33,8% dos alunos a perderem o ano contra os 33,1% de 1995/96.”

Vamos então fazer contas com os números fornecidos.

Há dez anos  havia 154000-15000 = 139170 professores. O aumento foi (em percentagem) de (15000/139170)x100 = 10,8 %.

O aumento da taxa de retenção no secundário foi (0,7/33,1) x 100 = 2,1%

A diminuição da taxa de tenção no básico foi de (1,8/ 13,8) x100 = 13%.

 Vemos então situações completamente distintas, nos diferentes níveis de ensino, que a notícia deveria tentar explorar, parecendo existir, num dos casos,  uma significativa diminuição do insucesso motivada pelo aumento de docentes.

No entanto, a forma como os números são apresentados na notícia, nem sequer dá para fazer essa análise, pois seria necessário comparar qual foi a variação do número de docentes em cada um dos níveis, para se tirar qualquer conclusão relevante.

Além disso, colocar o Ensino Básico todo junto não faz sentido. Na análise que se pretende fazer seria mais interessante, separar o regime de monodocência do 1º ciclo, dos 2º e 3º ciclos.

Compare-se apenas o que é comparável. Só dessa forma as conclusões poderão ter alguma credibilidade.

Mais uma vez a falta de qualidade da imprensa portuguesa é patente. Os jornalistas não trabalham a informação, não pesquisam, limitando-se a servir o que já lhes chega à mão num “bonito embrulho”.

publicado por Paulo às 08:50
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