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Domingo, 6 de Agosto de 2006

As causas do insucesso

Esta noticia  sugere-me quatro pequenas reflexões.

A primeira refere-se à (im)parcialidade com que o referido estudo é noticiado.Parte significativa do texto, assim como o título, atribui a responsabilidade do insucesso aos professores e aos seus métodos de ensino. Perto do final descobre-se que afinal, apesar de 94% dos alunos referirem como causa do seu insucesso a incompreensão do discurso dos docentes, 98% atribuem as suas dificuldades à falta de métodos de estudo.

Como não sei como foram interrogados os alunos, fico na dúvida se a razão indicada se refere apenas à falta de método ou está implicita nessa resposta a falta de estudo.

A (im)parcialidade do tratamento noticioso não me espanta, com a irrelevãncia que é dada ao principal factor de insucesso. Quem tem lido alguns editoriais publicados sobre o sistema educativo e os seus intervenientes não poderia esperar nada de diferente.

A segunda reflexão incide nos dois aspectos mais focados pelos alunos com causa do seu insucesso. E fico com a questão que tanto intriga inúmeros seres humanos.

Quem nasceu primeiro: O ovo ou a galinha?

Neste caso questionaria. Os  alunos não conseguem estudar porque não entendem o que o professor explica ou não entendem o que o professor explica porque não estudam?

Dada a elevada percentagem de indivíduos que apontam estes dois aspectos, a relação entre os dois requeria aprofundamento.

A terceira ideia que o estudo me sugere relaciona-se com a seguinte declaração:

"Precisamos urgentemente de uma escola menos dogmática e burocrática e de um ensino mais compatível com o cérebro, de forma a incentivar o pensamento criativo e a inteligência dos alunos, em vez de se satisfazer com aprendizagens apressadas e fragmentadas, feitas à custa da capacidade de memorização dos alunos"

As minhas memórias escolares, associadas ao que me foi relatado por pais e avós permitem- -me concluir que o ensino sempre teve as características que hoje tem.  Se há algo que o diferencia de tempos passados é a tentativa de diminuir a memorização.

Este discurso ouve-se há vários anos. Inúmeros "inventores de pedagogias" têm conseguido que as suas "técnicas" sejam institucionalizadas, mas os resultados não variam. Todas as pedagogias  dão óptimos resultados quando são criadas e e aplicadas em grupos de estudo, mas quando se chega à generalização verifica-se que não conseguem o "milagre" do sucesso. Talvez fosse altura de os especialistas teorizarem sobre esta situação.

Finalmente, uma quarta nota. Sem a presunção de pertencer a nenhum instituto, um pequeno inquérito passado aos alunos da minha direcção de turma no início do ano lectivo produziu resultados semelhantes.

música: des(informação),eduquês
publicado por Paulo às 22:11
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