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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

A bem dizer

A proveitando uma ideia do Paideia,  numa semana em que o tempo ocupado na correcção dos exames não tem permitido actualizações do blog, quero aproveitar para ter uma palavra positiva para os alunos que tive este ano no curso nocturrno do Sistema de Ensino por Unidades Capitalizáveis.

Estudantes-trabalhadores, após as aulas " aguentavam" por vezes aulas até à meia-noite.

Pelos mais diversos motivos, alguns abandonaram os estudos ainda com o ensino básico incompleto, regressaram já adultos e agora terminaram o 12º ano.

Olhando para os resultados que obtinham nos exames, muitas vezes eu me interroguei sobre as razões que tinham feito estes alunos abandonar a escola. Sem dúvida que razões muito fortes que não estavam relacionadas com dificuldades de aprendizagem e que demonstram que a escola não é igual para todos.

Agora que chegaram ao fim, alguns deles pretendem continuar a estudar e, como dizia ontem o Fernando, que em 4 anos fez o ensino básico e secundário: " ganha-se-lhe o gosto e depois não queremos parar".

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publicado por Paulo às 06:53
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Fome de exames

Aguarda-se que até ao fim da manhã surja uma adenda ao regulamento de exames do Ensino Secundário com o objectivo de permitir o alargamento do leque das pessoas que podem entrar nas salas onde decorre a prova.

Espera-se que seja dada permissão aos distribuidores de pizzas. A causa reside no facto do exame de matemática terminar às catorze horas, podendo em algumas situações prolongar-se até às catorze horas e trinta minutos.

Só mais uma pequena nota. Por uma questão de decência e respeito pelos alunos, espero que no enunciado da prova não exista qualquer exercício com referências a comida.

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publicado por Paulo às 08:25
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Todos os exames são iguais, mas...uns são mais iguais que outros

Desde que foram introduzidas nos exames as designadas ”questões de escolha múltipla”, passou a haver duas versões para a mesma prova.

Nas disciplinas de Física e Química, Biologia e Matemática é isso que sucede.

É incompreensível que no exame de Português, onde há 60 pontos para classificar este tipo de questões, um valor idêntico ao que ocorre nas disciplinas atrás referidas, exista apenas uma versão da prova.

Em Português os alunos não têm “tentação de olhar para o exame do lado”?

Em Português é irrelevante que os alunos possam “olhar para o exame do lado”?

Apenas consigo encontrar estas duas questões como tentativa de explicar a situação. Uma terceira que passa pela possibilidade de não haver qualquer coordenação na elaboração dos exames, ou uma quarta, que passa pela incoerência por parte de quem decide, nem sequer são admissíveis.
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publicado por Paulo às 15:00
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Caricatura ou realidade?

Há uma anedota que já tem alguns anos sobre a forma como ao ensino da matemática foi evoluindo. Há diferentes versões, embora apenas em questão de pormenor, e para quem não conhece, apesar de ela circular via e-mail, o texto é este.

 

ENSINO DOS ANOS 40/50

Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00. As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda. Qual foi o seu lucro?

 

ENSINO TRADICIONAL - ANOS 60

Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00. As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda, ou seja, foram de 80$00. Qual foi o seu lucro?

 

ENSINO MODERNO - ANOS 80

Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moedas. O ardinal  do conjunto M é de 100 e cada elemento de M vale 1$00. Desenha o diagrama de Venn do  conjunto M com 100 pontos que representam os elementos desse conjunto. O conjunto C dos custos de produção tem menos 20 elementos do que o conjunto M.

Representa C como sub-conjunto de M e escreve a vermelho  o cardinal do conjunto L do lucro.

 

ENSINO RENOVADO - 1990

Um agricultor vendeu um saco de batatas por 100$00. Os custos de produção elevam-se a 80$00 e o lucro é de 20$00.

Trabalho a realizar: Sublinha a palavra “batatas" e discute-a com o colega de carteira.

 

ENSINO REFORMADO PARA 2008

Um kampunes reçebeu um çubssídio de 50 euros para purdusir bué de çacos de batatas o qual vendeo por 100 euros e gastou 80 euros.

 Analiza o texto do iserçício, converte euros em escudos e em ceguida dis o que penças desta maneira de henriquesser.

 

Não há quem não sorria perante a caricatura que exagera a realidade.

Exagera?

Num livro de matemática do 7º ano, no capítulo sobre estatística, está um exercício que consta de um inquérito em que os inquiridos teriam que responder se visitaram o castelo de Guimarães 0 vezes, 1 vez ou mais do que uma vez.

Há duas alíneas iniciais referentes a grandezas estatísticas e depois uma terceira alínea:

 “ As pessoas inquiridas seriam dos Açores?

Escreve uma pequena composição onde respondas a esta pergunta e justifiques o teu raciocínio

 

Num outro manual, também do 7º ano, há um exercício com um histograma, em que se pode analisar o tempo que um determinado conjunto de alunos demorou a resolver um problema.

 As duas primeiras alíneas referem-se à leitura de  grandezas estatísticas a partir do gráfico. Seguem-se as seguintes alíneas:

1- “ O Pedro levou 5 minutos a responder ao teste. Escreve um pequeno comentário acerca da capacidade evidenciada pelo Pedro na resolução deste exercício.”

2- “ A Ana levou 13 minutos a resolver o exercício. Escreve um pequeno texto dirigido à Ana.”

 

São dois manuais adoptados em inúmeras escolas.

Não cometo a injustiça de avaliar os manuais por estes exercícios, até porque são apenas dois exercícios no meio de dezenas de outros  de matemática.

O que se pretende aqui evidenciar é que a situação caricaturada na anedota deixou de ser caricatura. Já começa a ser a realidade.

publicado por Paulo às 18:23
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Domingo, 17 de Junho de 2007

E agora...?

Após dois anos de loas à actuação da Ministra da Educação, deve considerar-se relevante o editorial que José Manuel Fernandes escreve  no jornal Público de hoje, criticando a titular da pasta da educação.

De reter a frase final: “Ora, no futuro, não será pela pose que a recordarão, mas pelo legado, e onde se viram sinais de esperança, acumulam-se hoje os de inquietação”.

Na minha opinião todos os sinais já lá estavam desde o início e a inquietação sempre prevaleceu sobre a esperança.

Também começa a ser claro que após ter perdido os professores, a Ministra da Educação agora também perde aqueles que a apoiaram contra os professores.

O que é que fica?

Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da língua portuguesa, escreveu um poema que me parece adequado como resposta à questão anterior.

Pode ser lido  aqui.

publicado por Paulo às 16:29
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Sábado, 16 de Junho de 2007

(Ainda) a repetição dos exames

Tirando a equipa do Ministério da Educação, apenas alguns deputados "bem-mandados", do PS,  defenderam a decisão que o ano passado foi tomada em relação à possibilidade de repetição dos exames nas disciplinas de Física e de Química do 12º ano.

Sobre isso já escrevi aqui, aqui, aqui,aqui, e aqui.

Houve esta semana uma primeira decisão do Tribunal Constitucional sobre o  assunto.

A decisão do tribunal não atinge apenas a Ministra da Educação, mas também a Presidência da República. O governo propôs uma medida totalmente incompreensível, que muitos disseram ser ilegal, que agora foi tida por inconstiticional, e que teve a promulgação da Presidência da Republica.

Os políticos não podem fazer o que querem. Há leis, e os tribunais servem para vigiar o seu cumprimento.

Afinal não somos o tal "país de bananas".

publicado por Paulo às 18:26
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

A pior solução

Aproximam-se as reuniões de avaliação, (em algumas escolas talvez já se tenham realizado), do 10º ano de escolaridade.

Mais uma vez os alunos vão estar perante uma situação que do ponto de vista do legislador seria para facilitar a progressão, mas que na prática dificulta.

Este problema é velho, é conhecido, mas nunca ninguém tentou arranjar uma solução. Talvez por apenas ocorrer numa situação específica e não ser generalizado a todos os cursos.

Trata-se da possibilidade de os alunos transitarem reprovados a duas disciplinas.

Sei que nos cursos que lecciono, a transição destes alunos representa cinco ou seis anos no ensino secundário, pelo menos.

Os alunos que passam reprovados a Matemática e a Física e Química não conseguem, apesar de passarem para o 11º ano, terminar o ensino secundário nos  3 anos. Quase todos chegam ao décimo segundo ano, fazem todas as outras disciplinas, e no ano seguinte têm que se matricular de novo no 10º ano para fazer novo percurso até ao 12º ano. Muitos outros, após várias tentativas em exame, acabam por desistir.

Andei a vasculhar nos meus arquivos de avaliação, tentando lembrar algum aluno que tivesse passado no 10º ano com estas duas reprovações, (classificação inferior a 8 valores), tivesse terminado o secundário em 3 ou 4 anos, e não consegui encontrar nenhum.

Admito a existência de alunos que  nesta situação tenham conseguido terminar nos 3 anos, mas serão  excepção.

Mais grave ainda, é o facto de estes alunos, se pretenderem frequentar o 10º ano em vez do 11º ano, estarem impedidos de o fazer. São obrigados a ir para o 11º ano.

Provavelmente nas outras áreas, em que os alunos reprovem a duas disciplinas da formação específica, o problema não se colocará com a mesma severidade, mas para os alunos reprovados às duas disciplinas referidas a passagem é muitas vezes o caminho para o abandono ou para 5/6 anos de ensino secundário.

Não sei qual é a solução para o problema do ponto de vista legislativo, mas a experiência de vários anos diz-me que estes alunos nunca deveriam transitar para o 11º ano.

É a pior solução.  

publicado por Paulo às 16:47
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Sábado, 9 de Junho de 2007

Onde é que eu já vi este filme?

No publico-online é possível ler-se:

A ministra da Educação disse hoje que a transferência de 36 mil funcionários não docentes das escolas básicas para as autarquias é uma questão que está em discussão e completamente em aberto”.

Mais à frente lê-se:

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, as verbas que serão transferidas para as autarquias para suportar os encargos com o pessoal não docente já estão definidas”, sendo ainda acrescentado, citando a ministra:

"É o encargo actual que o ministério tem que será integralmente transferido para as autarquias".

Afinal está em aberto ou já está definido?

Onde é que eu já vi este filme das negociações?

Já era tempo de mudar de argumento e de actores principais, isto porque os secundários têm variado.
publicado por Paulo às 21:33
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

E se....

No início de Setembro realizar-se-ão eleições para a coordenação de vários órgãos: departamentos, áreas disciplinares, conselhos coordenadores de ano, coordenadores de directores de turma etc.

Para todos estes cargos apenas poderão ser eleitos professores titulares.

Quando um docente entrega um boletim de voto nas eleições para estes órgãos tem, além do voto nulo, outras duas hipótese: votar num nome dos elegíveis ou votar em branco. Tão legítima é uma como outra situação, embora possam ter significados diferentes.

Eu lutei contra este estatuto. Fiz os dois dias de greve consecutivos, convencido que valia a pena. Senti alguma frustração, quando, ao chegar na 6ª feira à escola, me apercebi da insignificância do número de grevistas numa escola com mais de 100 professores. Aliás o facto de ter filhos em duas escolas diferentes, que não sofreram qualquer perturbação da sua actividade, já era um sintoma que me fazia adivinhar o resultado.

Tivessem sido outros os números da greve, e o estatuto da carreira docente também seria outro.

Vejo muitos colegas que no momento se calaram e agora reclamam pontos e proclamam a injustiça  deste concurso para titular. É caso para dizer, usando uma expressão popular: “tarde piaste”.

Aliás, sofrendo de “umbiguismo”, apenas reclamam contra este concurso, porque lhes toca directamente, esquecendo outras normas muito lesivas do Estatuto da Carreira Docente.

Embora tenha que viver com este estatuto, também posso lutar com ele. O voto é secreto e cada um pode fazer com ele o que quiser.

Imagine-se, numa atitude meramente especulativa, que nas várias escolas do país as eleições de coordenadores resultavam em votos brancos. Imagine-se se na solidão do acto de votar os professores agissem de forma que esse voto pudesse ser consequente. Tenho sérias dúvidas que este estatuto resistisse a alguns milhares de nomeações de coordenadores por via administrativa. Mas…claro que isto é tudo imaginação e especulação.

Eu sei, de forma muito clara, o que farei com o meu voto.

 

Último lamento. É com pesar, que, 30 anos depois de 1974, escrevo que me senti coagido para redigir os dois anteriores parágrafos na forma em que estão.

publicado por Paulo às 11:28
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Computadores para alunos e professores

No site do programa anunciado pelo governo para facilitar a aquisição de computadores por professores  e alunos,  é possível fazer a inscrição para adquirir um destes aparelhos.

O problema é a pobreza de informação e a contradição com o discurso de José Sócrates na Assembleia da Republica.O discurso  pode ser consultado aqui.

José Sócrates afirmou em relação aos alunos:

No terceiro escalão estarão os restantes alunos. Esses terão acesso a um computador portátil, pelo valor de 150 euros, e terão acesso à Internet em banda larga, pagando menos 5 euros por mês do que os preços oferecidos no mercado” No terceiro escalão estarão os restantes alunos. Esses terão acesso a um computador portátil, pelo valor de 150 euros, e terão acesso à Internet em banda larga, pagando menos 5 euros por mês do que os preços oferecidos no mercado

No que se refere aos professores disse Sócrates: “Todos os professores do Ensino Básico e Secundário terão acesso a um computador portátil, com um pagamento inicial de 150 euros. Estes professores terão também acesso à Internet em banda larga, com uma mensalidade que o Estado garante que será 5 euros inferior aos preços praticados no mercado

Vê-se que as condições de acesso para professores e aluno são distintas. Uns pagam só 150 € enquanto os outros têm esse valor para o pagamento inicial.

Quando se consulta o http://www.eescola.net./. lê-se o mesmo texto para estes alunos e para os professores.

O pacote inclui um computador portátil com acesso internet. Banda larga (móvel ou fixa). Computador: 150 euros(  + mensalidade = ofertas disponíveis)”

Mais uma vez não “se conta tudo” quando se discursa. Existe uma óbvia contradição entre o publicitado e o concretizado (a não ser que se trate de um erro do site).

Também é incompreensível que não se indique quais são as mensalidades.  Um professor inscreve-se para comprar algo que não sabe quanto lhe custará? Será que o preço é reduzido em relação ao mercado ou fica igual? Não é dito, e seria importante que esse pormenor fosse esclarecido.

Também não entendo o que pode significar o “= ofertas disponíveis”. Afinal segundo José Sócrates  Todos os professores do Ensino Básico e Secundário terão acesso a um computador portátil, com um pagamento inicial de 150 euros”.

São todos ou não são?

Uma iniciativa que até é positiva, pelo menos na possibilidade de muitos alunos adquirirem um computador portátil, acaba por vir enviesada por mal-entendidos, contradições e ocultações.

Esta medida deve também merecer algum cuidado por parte dos responsáveis das escolas, para que não surja a tentação de alguns professores tornarem o PC portátil obrigatório.

Embora os alunos “oficialmente” mais carenciados tenham o PC gratuito, a verdade é que a declaração de IRS está longe de ser um bom indicador. Há alunos que não sendo declarados com carência económica poderão ter alguma dificuldade em adquirir um portátil, até porque por vezes já têm um PC fixo, e, estes alunos, se tiverem Matemática ou Física e Química A, também já têm que adquirir uma calculadora gráfica, cujo preço de mercado rondará os mesmos 150 euros.

Par terminar queria deixar mais uma alerta.

Embora esta estratégia possa ser boa na perspectiva de levar o computador para casas onde ele ainda não existe, espero que não venha a ser associada, mais tarde, aos resultados escolares destes alunos. O problema do insucesso na escola não se resolve com distribuição de computadores aos alunos.

Venham então os prometidos computadores e os esclarecimentos e informações que faltam.

 

publicado por Paulo às 15:42
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