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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

A grelha

A análise da grelha de classificação para os professores candidatos ao 1º concurso para professor titular vem operacionalizar as injustiças que se adivinhavam na alteração do ECD.

Torna-se evidente que a categoria de professor titular não pretende premiar os melhores, mas aqueles que ocuparam cargos, o que não significa que sejam os melhores.

A ocupação dos cargos obedece a vários esquemas. Se há situações em que se fez uma eleição na qual foi escolhido aquele que os seus pares consideravam o melhor para ocupar o cargo, muitas vezes tratou-se de lutas pró ou contra os órgãos executivos não passando de escolher a “voz  mais oposicionista” ou aquele que “nunca refila”. Muitas vezes, eram verdadeiras batalhas pela ocupação ou pela manutenção do poder.  Ter desempenhado um cargo não coloca o professor que o ocupou, só por esse facto, como o mais capaz, mas o ME acha que sim.

Aqueles professores que se preocuparam em leccionar com qualidade e que o conseguiram fazer, não se preocupando com guerrilhas políticas pelo poder dentro das escolas, raramente ocuparam lugares de chefia ou coordenação. Esses não conseguem chegar a titulares. Para o ME esses são os maus professores. Titulares? Nunca!

A análise da assiduidade é dos aspectos mais injustos. Além de penalizar, por exemplo, quem foi mãe ou pai, quem teve o falecimento de familiares próximos, quem teve de fazer o acompanhamento de familiares doentes, quem teve que cumprir uma obrigação legal em tribunal, quem frequentou as acções de formação necessárias para leccionar os novos programas, beneficia quem por força dos cargos que ocupou, ficou na prática isento de faltas.

Os membros dos Conselhos Executivos, embora tenham o dever de assiduidade, não têm livro de ponto para assinar, como os restantes membros das escolas. Não sendo em caso de doenças grave, em que tenham que entregar atestado médico, não têm faltas.

Recebem assim um bónus de 45 pontos. Justo? Não me parece!

Se não devem ser prejudicados por terem estado no cargo, também não é justo que possam acumular pontos através de um factor que não teve controlo efectivo.

No dicionário um dos significados da palavra grelha indica: “ antigo instrumento de suplício”. O adjectivo está errado. Deve usar-se o antónimo.

publicado por Paulo às 22:36
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Educação para a saúde

Foi publicado o despacho Despacho n.º 2506/2007 que regulamenta o cargo de professor coordenador de educação para a saúde.

Sendo um passo em frente no vazio existente, é necessária uma avaliação rápida do que se irá passar nas escolas já no próximo ano lectivo, modificando o esquema de funcionamento da educação para a saúde , caso os resultados no terreno não sejam os esperados.

Tenho algumas reservas sob a forma de funcionamento desta nova área, pelo facto de não funcionar com base no programa de uma ou de várias disciplinas, mas sim baseado em projectos. A experiência mostra que os projectos, que partem sempre da vontade individual de cada professor, nunca são universais, não abrangendo a globalidade das escolas, nem dentro de cada escola, deixandosempre alguns, (às vezes muitos), alunos de fora.

Espero que brevemente a educação para a saúde adquira um carácter mais obrigatório, até porque investir na prevenção dos cuidados de saúde é poupar nas despesas de tratamento dos problemas de saúde.

 

publicado por Paulo às 22:08
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

No país do absurdo

 No noticiário televisivo da uma hora vi um presidente de câmara  iniciar as "obras" de uma escola partindo um vidro da janela. Pela abertura entraram os operários que abriram as portas, permitindo que os encarregados de educação fossem buscar casacos que continuavam dentro do edifício, onde presumivelmente as crianças reiniciariam as aulas na próxima 5ª feira.

No Público on-line está o desenvolvimento da notícia. 

É absurdo, surrealista, incompreensível, patético.

A Câmara afirma ter a escola pronta; a DREN diz que falta a vistoria dos bombeiros e pede em Novembro que esta seja feita; a DREN diz que a vistoria tem que ser autorizada pela autarquia; a autarquia não manda fazer a vistoria; a autarquia inicia a demolição da escola; a DREN solicita que o governador civil mande lá os bombeiros fazer a vistoria;....

Ainda bem que não estamos na época de incêndios e os bombeiros estão  disponíveis.

Argumento de telenovela de 5ª categoria, com autores de má qualidade e actores sem jeito. 

publicado por Paulo às 21:33
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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Provas globais

O fim das provas globais no 9º ano, embora justificado de forma errática e mais uma vez apontando “espetando farpas” aos docentes, foi positivo, tal como já fora no ensino secundário. Tratava-se de um desperdício de recursos e meios que não tinha qualquer efeito benéfico para alunos e professores.

Se no seu início as provas globais tiveram algum efeito regulador no cumprimento dos programas, até esse efeito se foi perdendo com o tempo, com a avaliação em função das turmas que ficassem com menos programa leccionado.

A acrescentar a tudo isto havia umas matrizes, nas quais só faltavam as respostas às questões, situação facílima de resolver com algum “apoio especializado”. Qualquer “explicador” ou professor olhava para as matrizes, conseguia adivinhar as perguntas que seriam colocadas e preparar os alunos para responderem a essas questões.

Aliás, deixo aqui uma “dica” para os elaboradores de exames nacionais e provas de aferição. Elaborem matrizes como aquelas que sou intimado a fazer para os exames a nível de escola, e eu asseguro que todos os meus alunos terão no exame uma nota superior à nota de frequência.

publicado por Paulo às 19:03
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

Mais do mesmo

Eis os argumentos da senhora Ministra da Educação para acabar com as provas globais

1 – Perturbam o funcionamento regular das escolas

2 – Não têm qualquer influência na progressão e retenção dos alunos

3 – Não têm a qualidade necessária, porque  são feitas pelos professores da cada escola.

 

Mais uma vez temos um atestado de “competência” atribuído aos professores, no argumento 3. Mais uma vez a senhora ministra da educação não consegue argumentar em defesa das medidas que toma sem apoucar os professores.

A senhora Ministra deveria ter em atenção a sabedoria popular. “Diz o povo” que não se deve bater sempre na criança porque ela fica “malhadiça”. A partir de determinada altura já não adianta bater pois não faz qualquer efeito.

publicado por Paulo às 18:20
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Relatório da UNICEF

Relatório UNICEF: Portugal ocupa o fim da tabela em matéria de bem-estar educativo

Este notícia está no Público on-line.

Não é sobre a classificação obtida por Portugal que pretendo reflectir, pois está de acordo com uma outra série  de outros indicadores que surgem regualarmente, e que se relacionam todos entre si.

Os políticos deveriam ver onde leva a desqualificação do sector público da educação. Nos EUA, desde há muitos anos, e na Inglaterra, mais recentemente, a concorrência entre escolas e a privatização da educação e dos serviços prestados pelas escolas, não serão factores alheios  a estes resultados. Excelentes escolas para as elites sociais e depois.... fica o resto.

Não deixa de ser interessante quando alguns académicos portugueses que fizeram parte da sua carreira nos EUA e Inglaterra, vêm endeusar as esolas e os sistemas educativos desses países, dando como exemplos os seus filhos que frequentaram lá o sistema escolar. É óbvio de constatar quais foram as escolas que frequentaram, e que estavam muito longe de ser as escolas "normais".

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publicado por Paulo às 11:19
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Absentismo dos professores e aulas de substituição

A capa do JN de 11 de Fevereiro titula “ Faltas de professores baixaram para metade”.

É mentira. Pode parecer um preciosismo da minha parte, mas não é. Estamos perante um informação de má qualidade. É cometido um erro relativo de 25% na afirmação que é feita.  Se acreditarmos nos números, ( que ninguém viu nem sabe como são contabilizados), diminuiu de 10% para 6% o número de faltas. Metade seria para 5%. Como se desvia 1% da verdade num total de 4%, estamos perante um desvio relativo de 25%, entre a queda real  e a publicitada.

Toda a notícia serve para cantar loas às aulas de substituição como sendo a causadora dessa diminuição, sem haver qualquer dado que confirme essa conclusão, partindo de um título mentiroso.

Não se pretende analisar a situação do absentismo mas glorificar as aulas de substituição.

Basta ler este parágrafo:

Não é possível fazer uma relação directa entre a diminuição das faltas e a obrigatoriedade de as escolas preencherem os famosos "furos", mas o Ministério da Educação acredita que as aulas de substituição deram "um poderoso contributo" para a quebra do absentismo dos docentes.”

( o sublinhado é da minha autoria)

Temos um Ministério a trabalhar com base na fé e não no saber.

Concluem a partir do “nada”, daquilo que mais convém, esquecendo outros factores importantes. A diminuição, ainda apenas previsível no 1º período, do número de faltas ao abrigo do artigo 102, o fecho de centenas de escolas do 1º ciclo, com o deslocamento de professores para mais perto da sua área de residência, a previsível influência do número de faltas na progressão na carreira, e aquele que poderá ser o mais relevante: a possibilidade de permuta. Este último factor terá evitado muitas faltas. Conheço muitas situações de faltas evitadas por existência de permuta, não conheço nenhum caso em que alguém não faltasse por saber que seria substituído.

Quanto às aulas de substituição, podem existir muitos argumentos que as justifiquem, mas fico à espera da demonstração que elas são um factor relevante da diminuição das faltas dos professores. A minha formação académica leva-me a que, embora admita todas as hipóteses, apenas aceite como verdadeiro aquilo que me conseguem demonstrar.

publicado por Paulo às 09:31
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Educação sexual

Este talvez seja o momento propício para que a Escola avance com a formação dos alunos em educação sexual e reprodutiva.

Não se pode desligar o resultado do referendo do dia 11 desta temática. O seu resultado talvez permita quebrar alguns tabus que ainda resistem e que têm impedido o seu funcionamento como disciplina ou área temática de uma disciplina.

O melhor caminho para evitar a gravidez indesejada é um pleno conhecimento do funcionamento do corpo e dos métodos de contracepção.Em simultâneo há que informar sobre doenças sexualmente transmissíveis e outras doenças associadas à actividade sexual.

Não posso esquecer que muitos dos que apelaram ao Não no referendo são os mesmos que se têm mostrado contra a instituição da Educação Sexual nas escolas, pretendendo que ela seja Moral Sexual.

Espero que haja coragem para avançar com as medidas que urgem. Trata-se de um caso de saúde pública.

publicado por Paulo às 16:05
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Calendário de exames

O calendário  referente a este ano lectivo para os exames do Ensino Secundário não é mau. É péssimo! Sei que existem condicionantes na sua elaboração, mas havia alternativas em relação ao calendário.

É visível que não existe sensibilidade para o drama e pressão que representam os exames para os alunos. É um calendário feito por alguém desligado da realidade escolar e da relação quotidiana com os alunos.

Não é admissível que o exame de Matemática seja no dia seguinte ao de Português. Um grande número de alunos, talvez a maioria, irá realizar estes dois exames.

Como se explica esta calendarização?

Não tem explicação.

No dia seguinte será o exame do Biologia e Geologia. Os alunos que iniciaram a disciplina no 11º ano terão os seus três exames em três dias consecutivos: segunda-feira, Português, terça-feira, Matemática, quarta-feira, Biologia e Geologia.

Este calendário foi pensado?

Não parece. Se foi, ainda é mais grave.

Além de mais, considerando os problemas ocorridos no ano lectivo anterior, muitos alunos do 12º ano estão a preparar-se para  repetir o exame de Biologia e Geologia, ou o de Física e Química, embora me parca que a maior parte está a optar pelo primeiro.

Não deveria esta realidade ter sido considerada? O problema é o desconhecimento da realidade.

Este calendário promove a outra aberração do sistema. Que é os alunos realizarem alguns dos exames na 2ª fase, pensada apenas para casos especiais, mas que serve de alternativa à 1ª. Veremos milhares de alunos a inscreverem-se em  exames, para os quais já sabem que faltarão, obrigando à impressão de milhares de folhas de provas destinadas ao lixo, e à requisição de centenas de professores para vigiarem salas com um ou dois alunos, ocupando todo o espaço escolar e inviabilizando a continuação, por mais uma semana, das aulas do 10º ano.

 Chama-se a isto poupança e racionalização de recursos.

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publicado por Paulo às 08:44
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

No reino do "vale tudo"

Já referi neste blog o caos em que está transformado o 3º ciclo do ensino básico, conduzido por umas vagas Competências Essenciais nas diferentes disciplinas, que deixam nas mãos das editoras a construção de um programa efectivo. Cada uma faz o que quer e lhe apetece.

Quando começamos a viver esta situação do outro lado, não o do profissional da educação, mas o de encarregado de educação que tenta acompanhar os filhos, ainda mais se nota o absurdo e o caricato das situações. 

Para ajudar ao estudo, comprei alguns livros de exercícios de outros manuais que não os adoptados na escola da minha filha.

Muitas vezes parece que os manuais não são do mesmo país. Há assuntos que são abordados no manual B que não são abordados no A que aborda outros que não o são no B.  E não me refiro à contextualização   dos temas, (a nova moda pedagógica), mas sim aos conteúdos referentes a cada disciplina.

A sequência dos temas é a mais diversa possível, não facilitando o estudo dos alunos e podendo destruir o percurso escolar de quem tenha que ser transferido de escola.

Na disciplina de Ciências Naturais alguns manuais fazem um estudo exaustivo da célula, indicando a forma como é constituída e a função de cada um dos seus componentes, outros manuais limitam-se a dizer que os seres vivos são constituídos por células. È para isto que servem as Competências Essenciais.

Outra questão é a total descoordenação entre as várias disciplinas. Não se entende como é que os “especialistas” culpados pela existência deste monstro não se apercebem das disformidades criadas.

Ao nível do sétimo ano colocam-se os alunos a resolver equações, na disciplina de Ciências Físico-Químicas, em que é necessário determinar uma incógnita colocada no denominador ou no numerador duma fracção, quando na disciplina de matemática essa matéria ainda não está em linha de vista.

Claro que não sabendo resolver a equação os alunos seguem outro caminho: decoram três fórmulas perfeitamente equivalentes.

De acordo com as informações que o Ministério da Educação vai deixando sair para o exterior, sabe-se que estão a ser pensadas mudanças, pelo menos para as disciplinas de matemática e de português. Não chega! Vai ser preciso mudar muito mais, começando por definir aquilo que os alunos devem saber.

publicado por Paulo às 14:36
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