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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

O ensino de Inglês no 1º ciclo.

Segundo se lê na imprensa de hoje o ensino de inglês irá ser obrigatório, no próximo ano lectivo, para os 3º e 4º anos.

Esta medida, que poderia ser uma mais valia para o nosso sistema educativo, surge envolta em três aspectos negativos.

1º Transforma-se em curricular uma actividade que funciona como extracurricular, alargando o horário obrigatório deste ciclo de ensino. Agora é o inglês, qualquer dia será a música, depois a informática e mais o que calhar. O professor “oficial” servirá, num futuro próximo, para ensinar as crianças a ler, escrever e fazer contas.

2º Consagra oficialmente a privatização do ensino oficial. Esta disciplina funcionará fora do controlo oficial, quer nos contratos dos professores, quer nos efeitos das aprendizagens dos alunos.

3º Por muito que a senhora Ministra da Educação e os seus secretários afirmem o contrário, estas actividades, pelos exemplos que se conhecem deste ano lectivo, em muitas escolas não funcionam, funcionam mal, ou sem qualquer controlo de qualidade. Claro que há situações de bom funcionamento, mas não são todas.

publicado por Paulo às 11:39
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

O exame de Física e Química A (2)

Após ter lançado o meu último post, consultei o sitío da Sociedade Portuguesa de Química, onde é feita uma análise à parte de química do exame.

Além de um comentário geral em que se refere a extensão dos enunciados, considero relevante o comentário feito sobre a qualidade da questão 1., que vai ao encontro de alguns tópicos que eu abordei no meu post.

 

 

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publicado por Paulo às 16:09
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O exame de Física e Química A

Já foram vários os exames realizados este ano lectivo que sofreram contestação por diferentes motivos.

O exame de Física e Química A não foge à regra.

O exame é muito extenso. Quem o elaborou não teve consciência que não se tratava de um prova de contra-relógio, mas sim de uma prova para avaliar os conhecimentos dos alunos. Que existiam questões que exigiam um período de reflexão sobre o que acabava de ser lido, e de procura dos caminhos adequados à resolução correcta. Os casos mais evidentes são as  questões 2.1 e a 4.2.

É frustrante para um aluno, que durante o ano se viu confrontado com situações mais complicadas não resolver algumas questões, por que não teve tempo de as ler, ou por que não teve tempo para as analisar com cuidado. É frustrante e constitui uma falta de respeito por esses alunos.

Quase todos os alunos acharam o exame fácil, e era, com grande parte das questões a terem um grau de facilidade muito elevado, mas depois com duas ou três muito difíceis para as quais não tiveram tempo para pensarem.

Ainda sem ter visto qualquer exame realizado, ou conhecendo os resultados, não me custa perspectivar que o exame não irá contribuir para aumentar o insucesso.

Mas é apenas isso que conta?

Deve fazer-se um aprova para “facilitar o sucesso” independentemente de testar os conhecimentos reais dos alunos?

Durante todo o ano lectivo foram chegando às escolas indicações sobre a necessidade de cumprir o programa, o que incluía a realização de todas as actividades laboratoriais. Muitos professores, apesar de não verem qualquer benefício na realização de algumas, cumpriram as indicações, ficando com menos tempo para explorar questões de outro âmbito.

Para quê? Não havia no exame nenhuma questão que fizesse apelo a algo que tivesse sido feito em actividades laboratoriais ou a capacidades desenvolvidas a partir desses trabalhos. Para que não haja dúvidas não considero que para responder à questão 1.3 o aluno tivesse necessitado de efectuar uma cristalização, ou para a questão 4.2 tivesse feito o trabalho de projecção de uma piscina.

Quem vai convencer alguns professores, que já resistiam à realização das actividades laboratoriais, a realizarem-nas no próximo ano quando se virem com falta de tempo para cumprir os conteúdos programáticos?

Foi feito um apelo ao uso da máquina gráfica, sendo esta indicada como material necessário para exame.

Para quê?

Não era necessária para resolver nenhum exercício.

Apenas teve uma utilidade. Permitiu aos alunos levarem uma “cábula oficial”, o que terá dado jeito em várias questões, que apelavam a respostas directas que haviam sido dadas nas aulas, a definições e a programas que as máquinas possuem.

Quando se pede para comparar as energias de ionização de dois elementos está a cometer-se um atentado à inteligência dos alunos. As máquinas têm um programa que responde a essa questão. O mesmo se passa com os raios atómicos e iónicos. Aliás, o programa da disciplina não pede nos seus objectivos para comparar as propriedades, mas para EXPLICAR as diferenças. Quando se pede para os alunos identificarem o grupo dos halogéneos e dos metais alcalino-terrosos, para distinguirem ondas electromagnéticas de ondas sonoras ou para explicarem o processo industrial de Haber-Bosch está-se a pedir para verificarem o que levaram escrito na máquina de calcular.

Parece que se está a brincar com o esforço realizado ao longo de dois anos.

Não se compreende que no teste apenas surjam cerca de metade, (ou talvez menos), dos conteúdos leccionados em dois anos. É com uma prova assim que são testados os conhecimentos dos alunos nesta disciplina? A minha resposta é não!

É lamentável que não tivesse sido feito um esforço na elaboração das questões, que permitissem relacionar conteúdos, de modo a abarcar mais assuntos. Onde está o equilíbrio ácido base, ( a questão 1.5 é um mero acerto de equação),  o equilíbrio de solubilidade, ( decerto que não é a questão 1.4), a oxidação-redução? Onde pára a arquitectura do universo, os espectros de absorção e emissão, o átomo de hidrogénio.

Onde está a relevância dada no programa oficial aos contextos e o elevado número de Objectivos de Aprendizagem que a eles estão referidos? Tudo isso está ausente do exame.

Onde está toda a unidade 1  da Física do 10º ano?

Eu sei que quem fez o exame esteve, tal como eu, todo o ano a leccionar numa escola, tendo que dividir o seu tempo de trabalho. Sei que a equipa tentou fazer o melhor, mas o que saiu como resultado do trabalho foi mau.

Sem dúvida que a metodologia que utilizaram, ou que foram obrigados a utilizar, na realização do seu trabalho não deu resultado.

Espero que este ano tenha sido apenas um ensaio.

Não tinha razão quem criticou aqueles que pediam uma prova-modelo. Se esta tivesse saído, talvez as críticas que surgissem tivessem evitado a falta de qualidade que surgiu no trabalho final, obrigando à reformulação do exame.

publicado por Paulo às 15:58
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A Ministra da Educação e os jornalistas

Depois de ter criticado a falta de preparação dos jornalistas para entrevistarem a Ministra da Educação, não posso deixar de salientar a resposta dada no jornal Público de hoje, pela jornalista Mafalda Gameiro, às acusações que a senhora ministra lhe fez a propósito da sua reportagem sobre a violência nas escolas.(Infelizmente a resposta só está disponível na edição paga).

publicado por Paulo às 12:40
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

A educação e o Portugal-Holanda

Num tempo em que o país mergulhou na futebolândia, o futebol também será o tema deste texto, numa analogia com o que ocorre na educação.

A ideia surgiu-me a propósito do comportamento dos jogadores portugueses e holandêses no último jogo Portugal-Holanda.

Profissionais que estão a ser pagos da forma como são, para jogar na selecção, não têm o direito de ter aquele tipo de comportamento.

Eles, que são apontados como exemplo para a juventude, que com a cumplicidade do governo são apontados como estando a representar Portugal, quando na verdade são um grupo profissional em representação da Federação Portuguesa de Futebol e pagos por esta milionariamente, deveriam ser publicamente criticados pelos seus actos.

Na proposta de ECD do Ministério da Educação está uma alínea no que concerne aos deveres dos professores que afirma: “ Demonstrar… equilíbrio emocional nas mais variadas circunstâncias”

Um professor se o agredirem deve demonstrar… equilíbrio emocional, se o insultarem deve demonstrar… equilíbrio emocional, se for humilhado deve demonstrar… equilíbrio emocional, no entanto vemos os lideres políticos a aplaudirem a falta de equilíbrio emocional de um grupo de futebolistas mal comportados, que insistem em afirmar que representam Portugal.

É impressionante como o “jornalismo de cachecol” das nossas televisões aplaude a “falta bem tirada por Figo”. É este aplauso que incita a sociedade portuguesa a agir como o fez na epidemia que grassou em Guimarães há uns anos na semana das provas globais. É o chamado chico-espertismo nacional.

Ainda a propósito do mesmo jogo há uma outra analogia com a educação. Quase toda a gente refere que a arbitragem foi péssima. Mas porquê? Ainda não vi nenhum dos críticos referir que tenha havido um único cartão amarelo mal aplicado. Há quem refira até que deveria ter havido mais. Então o que é que esteve mal? Não houve espectáculo e o importante não é o cumprimento das regras do futebol mas sim a existência de espectáculo.

Para os críticos, apesar das regras indicarem que deveriam ser mostrados os cartões amarelos, o árbitro não o deveria fazer. A culpa é dele e não dos jogadores mal formados.

Na educação há situações semelhantes. Todos acham que o professor deve disciplinar, mas se numa sala de aula, para que esta decorra normalmente, o professor tiver que retirar regularmente alunos da sala, a culpa passa a ser do professor e não do aluno que se porta mal.

Se o professor é muito exigente e obriga os seus alunos a trabalhar muito, toda a gente acha bem. Enquanto leccionar uma turma de bons alunos que cumprem as indicações e trabalham, esse professor é um “ génio da pedagogia e do bom trabalho”, quando os alunos não cumprem, não estudam e começam a surgir as reprovações o professor já não presta, embora os alunos possam não trabalhar nada.

A culpa é do professor e não do aluno que não estuda.

A exigência deixa de ser importante, para que apareça o espectáculo, (neste caso, a estatística dos bons resultados).

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publicado por Paulo às 15:06
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006

Prolongamento do horário no 1º ciclo

O prolongamento dos horários escolares no 1º ciclo tem algumas consequências que não são sentidas pelos grandes defensores desta medida.

Quantos são os trabalhadores por conta de outrem que têm possibilidade de diariamente colocar os filhos na escola às nove horas da manhã? Quantos são aqueles que têm uma disponibilidade horária para os ir buscar às cinco e meia da tarde?

São poucos. Muito poucos. Esta medida de alargamento facilita a vida a quem tem um horário flexível ou trabalha por conta própria. Quem tem horários fixos e rígidos tem grandes problemas em conciliar os seus horários com os dos filhos.

Com as escolas a funcionarem em regime de desdobramento, muitas das crianças frequentavam ATL´s, que os ocupavam no meio-dia em que não estavam na escola. Os novos horários escolares não permitem que os alunos frequentem estes espaços.

Este novo horário não está adaptado à realidade social portuguesa, em que pai e mãe trabalham fora de casa. Este novo horário vem perturbar ainda mais a já difícil vida familiar de muitos portugueses.

Além disso esta medida de alargamento é um passo para retirar do currículo do 1º ciclo, a educação musical, a educação visual, a educação física, o inglês e a informática, passando tudo isto para actividades extra-curriculares. Este tema, devido à sua gravidade, virá a ser desenvolvido neste blogue num dos próximos posts.

publicado por Paulo às 19:17
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

"Não é verdade"

             Vi e ouvi, hoje, o tempo de antena da senhora Ministra da Educação na RTP 1. Sob a atitude passiva de José Rodigues dos Santos aproveitou bem o tempo que lhe foi concedido. Gostei bastante de a ouvir repetir várias vezes "Não é verdade!". Lembrei-me duma entrevista que li ontem.

              Para lamentar, ficam as suas declarações sobre a "violência nas escolas".

 

publicado por Paulo às 22:29
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006

As "verdades" da Ministra da Educação

A senhora ministra  da educação deu uma entrevista à revista Visão que é publicada hoje.

Como sempre a senhora ministra faz algumas afirmações contundentes, que às vezes por desconhecimento sobre o tema do jornalista entrevistador que não faz o contraditório, ou porque nem sempre é fácil disponibilizar dados ou testemunhos que a contradigam, ficam como verdades absolutas.

Pergunta:

Porque nunca aparece a referência ao termo ensinar no Estatuto…?”

Resposta:

Não é verdade. Aparece várias vezes.”

Eu digo: é verdade, nunca aparece.  Se alguém não diz a verdade é a Senhora Ministra da Educação. E quem não diz a verdade, mente.

Esta mentira poderia passar há alguns anos atrás, pelo trabalho que daria fazer o seu contraditório, mas no programa Acrobat Reader aparece uma função que é o Search PDF ”, e quando no documento da proposta ministerial se coloca a palavra “ensinar”  aparecem ZERO resultados. Para a senhora ministra ZERO é várias vezes. O famoso plano para o ensino da matemática não necessita de ser aplicado apenas no 1º ciclo.

Poderia não existir a palavra ensinar mas existir ensino; e existe : 77 vezes surge esta palavra.

Só que… aparece sempre associada a “ciclo de ensino”, “estabelecimento de ensino” “professores do ensino básico e secundário” “grau de ensino” e outras expressões semelhantes.

Fica este caso como um exemplo, apoiado em dados objectivos, das GRANDES VERDADES que a senhora Ministra da Educação apregoa.

Há coisas que só se perdem uma vez. Uma delas é a credibilidade.

 

publicado por Paulo às 16:31
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006

Como serão feitos os exames no próximo ano lectivo?

Em anos lectivos anteriores era normal ler-se na imprensa a referência ao número de alunos que faziam exame, em especial quando se estava perante aquelas provas em que esse valor era mais elevado.

Curiosamente, este ano, nos dois primeiros dias, na imprensa escrita, nos “sites” que têm notícias sobre educação e nas edições on-line dos jornais, a notícia mais evidenciada pelos títulos é o número de alunos que tem faltado.

Ontem sublinhava-se o número de faltosos ao exame de Português e hoje já está em evidência, no Público on-line, a informação de seis mil faltas nos exames de Geologia e de Sociologia.

Como é evidente a notícia é fornecida por fontes do Ministério da Educação. A repetição da ênfase dada às faltas, em diversos meios informativos, indicia que essa sugestão possa estar na informação original.

Não consigo vislumbrar qual o objectivo de apontar enfaticamente o número de faltosos, mas esta equipa ministerial já mostrou que não faz nada sem um objectivo preciso.  Costuma criar factos que predisponham uma opinião pública favorável às mudanças que pretende fazer.

 Resta aguardar para ver o que sairá desta novidade informativa.

 

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publicado por Paulo às 22:57
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Liberdade de escolha para quem?

Algumas das vozes que mais se levantam neste momento contra os professores, defendem também que o Estado deve permitir que os pais escolham a escola que pretendem e que esse mesmo Estado deve financiar essa escolha.

Esta argumentação tem apenas um objectivo. Destruir por completo o sistema de educação público e financiar o sistema privado.

Os defensores desta posição pretendem criar escolas onde apenas “castas” seleccionadas poderiam aceder. Ninguém duvide que a possibilidade de escolha que eles defendem também se aplicaria à faculdade das escolas escolherem os alunos.

Teríamos então um conjunto de escolas que seleccionariam os seus alunos, pagas com o dinheiro de todos, e as escolas públicas que os enjeitados da sociedade seriam obrigados a frequentar.

 

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publicado por Paulo às 21:57
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