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Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Avaliar por "ouvir dizer" - Estatuto da carreira docente (3) -

Para os diversos intervenientes na avaliação dos docentes surgem com alguma clareza quais os parâmetros sobre os quais incidirá essa avaliação. No que concerne aos Encarregados de Educação surge uma expressão muito vaga: “Apreciação…. em relação à actividade lectiva dos docentes”.

Cabe tudo nessa definição, embora os Encarregados de Educação,  a partir do 2º ciclo, não conheçam os docentes, nunca tenham falado com eles e não tenham sequer entrado na sala de aula para poderem ver o comportamento do seu educando. Alguns falaram com o Director de Turma.

Vão fazer uma avaliação por “ouvir dizer”. Ouvem dizer que o professor fez isto e aquilo; ouvem dizer que o professor agiu de uma forma ou de outra; ouvem dizer que o professor tratou bem ou tratou mal o seu educando. Quase nunca verificam a veracidade da informação que recebem, ( em muitos casos que conheço, não admitem sequer que se possa insinuar que é falsa), mas irão utilizá-la para tomar decisões sobre terceiros.

Desde quando um testemunho por “ouvir dizer” é válido, ainda para mais tendo em conta as consequências que a sua utilização irá implicar? Não tenho qualquer formação jurídica, mas parece-me que estamos perante uma enorme aberração.

publicado por Paulo às 00:29
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Estatuto da carreira docente (2)

Como é possível um estatuto que prevê a estagnação na carreira de uma percentagem significativa dos professores após 12 anos de serviço?

Essa é a proposta do Ministério da Educação. Como o acesso ao 2ª patamar da carreira está condicionado à abertura de vagas, à partida, mesmo perante uma classe profissional de excelentes professores, apenas uma pequena percentagem poderia progredir. Que incentivo se dá a um professor que nos últimos 28 anos de carreira não progredirá?

Será que um professor não pode ser um excelente profissional, obter excelentes resultados com os alunos, mas por questão de personalidade não gostar de ter cargos de poder e avaliar outros professores, situação a que se vê obrigado se for Professor Titular? Não se pode ser apenas um bom professor na sua relação com os alunos? Como prémio recebe 28 anos de estagnação na carreira profissional.

O professor, se não lhe for permitido ou não quiser ser professor titular, fica sujeito, para melhorar o seu vencimento, a conseguir o Prémio de Desempenho. Bastar-lhe-á ter 4 anos consecutivos a classificação de Muito Bom. Só que se não der 97% das aulas não obtém essa classificação e terá que reiniciar a série de classificações. O professor está proibido de ter gripe no Inverno. Ele que trabalha num ambiente propício ao contágio, se adoecer com uma gripe e faltar alguns dias, perde a possibilidade de obter o prémio.

Eis alguns exemplos de factores desmotivantes para os docentes e que o novo estatuto prevê.

É assim que se motivam os professores e se promove a qualidade?

publicado por Paulo às 23:45
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Domingo, 28 de Maio de 2006

Estatuto da Carreira Docente (1)

Já é conhecida a proposta de Ministério da Educação para a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Após uma primeira leitura, em que apenas tomei nota do que foi acrescentado e sem ler os artigos eliminados, fiquei com a ideia geral que existe um objectivo de maior exigência na actividade docente. Essa pretensão até é correcta mas…, é completamente inadmissível que os Encarregados de Educação avaliem os professores e que os resultados dos alunos influenciem a avaliação do professor.

Existem mais aspectos muito negativos no projecto, mas estes são dois dos mais perigosos.

Em posts posteriores irei justificar as minhas opiniões, mas não podia deixar de expressar desde já a minha oposição a estas duas alterações do ECD.

publicado por Paulo às 10:45
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Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Incumprimento dos programas

Um dos grandes problemas do incumprimento dos programas ocorre quando os alunos precisam ser transferidos de escola.

Se o aluno se mantiver durante a totalidade do ciclo no mesmo estabelecimento e até com o mesmo professor, os atrasos poderão ser recuperados. Quando tem que mudar de estabelecimento, e hoje em dia com a mobilidade que os trabalhadores são obrigados a ter, e que muitos pretendem aumentar, o aluno transferido pode ser muito prejudicado. Alguns conteúdos programáticos jamais lhe serão leccionados.

Nas disciplinas que funcionam por saber cumulativo as consequências no percurso escolar do estudante são fatais. Não mais conseguirá recuperar, sendo mais um candidato a engrossar os números do insucesso.

publicado por Paulo às 20:23
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Provas de aferição

Será que se justifica o encerramento durante dois dias das escolas que têm 2º ciclo para realização das Provas de Aferição do  6 º ano?

A minha resposta é não!

Estas provas deveriam ser realizadas apenas depois de as aulas terminarem. São vários os motivos que me levam a pensar desta forma.

1 – Os alunos do 9º ano que irão ter exames ficaram sem dois dias de aulas. Tendo em conta a dificuldade que existe em cumprir os programas, trata-se de um aspecto relevante.

2 – Os alunos de 6º ano, e dos outros anos, também ficaram com menos dois dias de aulas, o que perante a regra quase geral, de ficar quase sempre qualquer ponto do programa por leccionar, deveria ter sido tomado em conta, não desperdiçando mais dois dias.

3 – Como ainda estamos a quase um mês do final do ano lectivo há conteúdos avaliados que ainda não foram leccionados.

a) Porque fazem parte dos assuntos a leccionar neste último mês.

b) Porque fazem parte de assuntos comuns ao 5º ano e ao 6º ano, tendo alguns professores, por falta de tempo no ano anterior, decidido abordar esse tema apenas neste ano, o que fariam no mês que falta.

4 – Os professores do 6º ano não têm mais nenhum exame para corrigir, pelo que no final do ano lectivo, estariam com muito mais disponibilidade para corrigir as provas. Não se percebe a necessidade de acumular as correcções desta prova, com a leccionação normal das aulas, e com a correcção dos testes finais das suas disciplinas.

 

As provas de aferição podem ter alguns efeitos benéficos sobre o sistema. Façam-se! Mas…. Depois das aulas terminarem e alargadas a todas as escolas.

 

publicado por Paulo às 22:10
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Domingo, 14 de Maio de 2006

Violência nas escolas

Numa reportagem ouvida na TSF sobre a violência na escola, ouvi duas opiniões que me deixaram alguma preocupação.

Numa delas alguém, penso que uma professora, referia que não acreditava que um aluno pudesse agredir um professor se este tivesse sido justo.

É aterrorizador haver quem pense desta forma dentro de uma escola. Voltamos ao mito do “bom selvagem” que eu pensava que já ter sido ultrapassado.

Este raciocínio aplicado à criminalidade geral traria conclusões muito interessantes.

Outra opinião referia que muita da culpa caberia aos professores, pois por vezes na mesma turma, perante um professor que se queixava dos alunos havia outro que não apresentava qualquer problema de relacionamento com a turma. Embora não duvide que em algumas situações os professores poderão ter alguma culpa na existência da indisciplina, o argumento apresentado pela entrevistada é completamente inválido. Já vi muitos professores que realmente não costumam referir ter problemas com os alunos, que nunca têm problemas de indisciplina, mas…, dentro das salas em que “tentam dar” as aulas “vale tudo menos arrancar olhos”. No entanto esses professores não vêm nada de anormal no comportamento dos alunos. Pelos vistos, para quem exprimiu a opinião, quem não se queixa está bem, os que se queixam são culpados.

Infelizmente para as pessoas que emitem estas opiniões a principal culpa é a do agredido. Com mais ou menos veemência tendem a defender o aluno, (agressor), e a acusar o professor, (agredido). As senhoras que exprimiram estas opiniões fizeram-me lembrar aqueles que acusam as mulheres violadas de provocarem os violadores. Que parte, ou até a totalidade, da culpa é delas. O raciocínio que fazem é o mesmo, apenas o contexto é diferente.

sinto-me: Irritado
publicado por Paulo às 20:24
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2006

"faz de conta"

(extractos de um diálogo real, na semana passada)

 

Encarregado de Educação

 Tiveste aula de…?

Aluna

Não.

Encarregado de Educação

 

Tiveram aula de substituição?

Aluna

Tivemos.

Encarregado de Educação

O que fizeram?

Aluna

Viemos para a rua contar anedotas.

 

publicado por Paulo às 16:48
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Domingo, 7 de Maio de 2006

Quem é que quer comprar mais uma guerra?

Não consigo entender o que pretende a ministra da educação com a sua forma de actuar. Com o anúncio feito a semana passada, que apenas na questão da injustificação das faltas mereceu alguma contestação sindical, lançou mais uma vez na opinião pública a ideia que os professores faltam muito e que aí está a origem de tudo o que funciona mal.

Tirando a novidade de os professores deixarem um plano de aula para o caso de pretenderem faltar, eu não vejo nenhuma novidade no que a ministra disse. Tudo já está previsto na actual legislação.

Como o conteúdo do que foi dito nada trazia de novo, o importante passou para a forma como o anunciou.

Da forma como fez a comunicação das “pretensas novidades”, apenas conseguiu aumentar junto da opinião pública o clima de hostilidade contra os professores.

Será que é para criar condições para “algo mais”?

 

publicado por Paulo às 19:53
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Orgãos de (des)informação (III)

Apesar dos vários esclarecimentos que vão sendo feitos, continuo desde o início da tarde a ouvir que os “professores vão ter que comunicar que irão faltar”. Os professores já têm que comunicar que vão faltar. Não há nenhuma alteração neste aspecto. No entanto, a mentira de tanto estar a ser repetida está a transformar-se em verdade, e a permitir a conclusão de que os professores actualmente podem faltar sem ter que fazer essa comunicação aos Conselhos Executivos.

Ouve-se o título da notícia, ouve-se o desmentido no desenvolvimento, mas o título repete-se hora a hora.

publicado por Paulo às 17:37
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

Estrutura inútil

       Não consigo ver qualquer utilidade ao futuro Conselho Nacional Coordenador dos Conselhos Executivos. Não irá representar ninguém e irá ser mais um sorvedouro de fundos públicos.

       Será caso para perguntar: quem pediu um “Conselho Nacional Coordenador dos Conselhos Executivos”?

       Parece que ninguém.

publicado por Paulo às 18:06
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